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Forragem hidropônica muda o jogo na pecuária e garante alimentação verde o ano todo
A forragem verde hidropônica (FVH) vem ganhando destaque no cenário da pecuária moderna como uma solução inteligente, econômica e sustentável para a alimentação animal. Trata-se de um sistema de produção de alimento vivo, cultivado sem solo, que transforma grãos de cereais como milho, aveia, cevada e trigo em uma massa verde altamente nutritiva, rica em proteínas, vitaminas e minerais. O processo, que dura cerca de sete dias, é feito em ambiente controlado, com temperatura, umidade e luminosidade ajustadas, resultando em um alimento de alta digestibilidade (90 a 95%), ideal para bovinos, equinos, ovinos e caprinos. A forragem hidropônica representa um avanço tecnológico na pecuária, pois permite produzir alimento de alta qualidade durante todo o ano, independentemente das condições climáticas. Em regiões afetadas por secas ou excesso de chuvas, a FVH assegura um fornecimento constante de pasto verde, garantindo autonomia e segurança alimentar ao produtor rural.
Antecipasto resulta em disponibilidade e qualidade de pasto no inverno
Durante Dia de Campo realizado na Estância Retiro do Sertão, em Nova Alvorada do Sul, MS, em abril de 2026 (“Sistema Antecipasto e estilosantes integrando solos arenosos”), o engenheiro agrônomo Carlos Eduardo Barbosa foi enfático em dizer a produtores rurais e técnicos que em área de Sistema Antecipasto “a gente tem segurança de que terá pasto no inverno sem falha”, tanto na Estância Retiro do Sertão, onde os solos são mais arenosos, quanto na Estância Rosa Branca em Rio Brilhante, MS. No sistema, a soja e o capim são consorciados, com uma diferença de 20 dias de plantio: a soja entra primeiro e depois o capim BRS Tamani. Outros pontos positivos são que a forrageira não compete com a oleaginosa; há redução de plantas daninhas, a palha do capim conserva água no solo, além de ser adequado a solos arenosos e argilosos. Os animais na área do sistema têm ganho adicional de 3 a 5 arrobas/ha durante a entressafra da soja, além de maior ganho de peso diário. Segundo o engenheiro, no sistema convencional o período de pastejo é de cerca de 100 dias, já no Antecipasto esse tempo é de 150 dias.
Estratégia alimentar ajuda a manter rebanhos bovinos durante a seca
O período de seca na região Centro-Oeste está próximo, e o pecuarista precisa se programar para manter o gado saudável durante os meses de inverno. Entre maio e setembro, o clima é caracterizado por uma baixa umidade relativa do ar, ausência de chuvas e alta amplitude térmica, com dias quentes e noites frias, o que diminui a quantidade e a qualidade do pasto fornecido aos animais. Dessa forma, a alimentação dos rebanhos precisa ser reformulada, com a adoção de estratégias que evitem a desnutrição e a perda de peso dos bovinos.
TIP Cresce 300% em Cinco Anos e Reescreve a Lógica da Engorda no Brasil
A pecuária de corte brasileira está passando por uma virada silenciosa, e os números não deixam dúvida. A Terminação Intensiva a Pasto (TIP) cresceu 300% em apenas cinco anos e hoje é adotada por 15% dos pecuaristas do país, segundo dados da Ponta Agro. No Centro-Oeste, epicentro da transformação, 44% dos terminadores já utilizam o sistema. A lógica é simples e poderosa: combinar o alimento mais barato disponível, o pasto, com a precisão nutricional do cocho, entregando uma produtividade que deixa o modelo extensivo no retrovisor.