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El Niño ameaça a pecuária em 2026 e exige prevenção no manejo do gado no Rio Grande do Sul
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Mudança climática eleva preço da carne e poluição da pecuária.
Aqueles que estão desembolsando R$ 40 por quilo de carne de segunda ou até mesmo deixando de consumi-la em 2021, podem pensar que a situação não pode piorar. No entanto,
Pecuária com média lotação no pasto gera crédito de carbono.
Na Embrapa Pecuária Sudeste, um sistema de média lotação de 3,3 UA/ha recuperou pastagem degradada e neutralizou emissões de gases de efeito estufa, gerando créditos de carbono equivalentes a seis
Canal Boi a Pasto
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El Niño ameaça a pecuária em 2026 e exige prevenção no manejo do gado no Rio Grande do Sul
A pecuária bovina no Rio Grande do Sul entra em 2026 em estado de atenção diante da previsão de um El Niño de forte intensidade. Assim como ocorre na agricultura, o fenômeno climático deve provocar mudanças significativas no regime de chuvas e na variação de temperaturas, exigindo maior preparo dos produtores para evitar perdas produtivas e econômicas.
Segundo a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Soraya Tanure, os impactos vão além dos eventos extremos mais evidentes, como enchentes. O efeito sobre o solo e o manejo animal pode comprometer diretamente a produtividade das propriedades.
Silagem fortalece nutrição do gado nos períodos de estiagem
A chegada do inverno e a ausência de chuvas trazem também o período de estiagem, quando o pasto seca e os animais têm maior dificuldade para se alimentar. É neste momento que a silagem favorece o ganho de peso e a produção de leite.
Em Pederneiras (SP), o pecuarista Paulo Vitor Garcia utiliza a selagem de milho embolsa, armazenando o grão embaixo de lonas com capacidade de até 100 toneladas.
Capim-açu e moringa são alternativas para alimentar rebanho durante estiagem em RR
Com a previsão de queda no volume de chuvas e a aproximação da estiagem em Roraima, os produtores rurais precisam iniciar o planejamento para manter a produção. O manejo nutricional dos rebanhos exige cuidados diante da falta de água. O assunto foi destaque no Amazônia Agro deste domingo (5).
O zootecnista Jalison Lopes, responsável pelo setor de bovinocultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Roraima (UFRR), explica as alternativas para a produção de silagem e a estocagem de alimentos para o período.
Uma das opções é o capim-açu. A forrageira é fonte de proteína para os animais e chega a oferecer até 15% do nutriente com as técnicas de manejo.
Suplementação intensiva na pecuária acelera terminação do rebanho e melhora eficiência das pastagens na seca
Com a aproximação do período seco e a queda na qualidade das pastagens em grande parte do país, a suplementação intensiva na fase final de engorda ganha destaque como ferramenta estratégica na pecuária de corte. O manejo permite acelerar o ganho de peso dos animais, reduzir a dependência do pasto e melhorar a eficiência produtiva dos sistemas a pasto.
A prática, conhecida como Terminação Intensiva a Pasto (TIP), vem sendo adotada como alternativa para equilibrar desempenho animal e preservação das áreas de pastagem, especialmente em momentos de restrição de forragem.