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(postado em 27/04/2009)
Exemplo de pasto degradado pela erosão.
O departamento técnico Matsuda, responsável pelo setor de sementes do Grupo Matsuda, está recomendando aos pecuaristas e produtores rurais, que pretendam reformar suas pastagens, para que iniciem, nesta fase de transição das águas para a seca, o planejamento de todas as fases do trabalho. Segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Ronaldo Villa, técnico do Grupo Matsuda, esta é a fase em que o produtor “já pode começar a pensar no total da área que deseja reformar, e planejar a melhor maneira de fazer isso, incluindo a análise de solo, para ver o nível de fertilidade e verificar a necessidade de adubar ou corrigir o solo”. Além disso, segundo Villa, o produtor também deve desde já escolher a forrageira que melhor se adapte às condições da área, levando em consideração a fertilidade, a topografia e o clima, e de poder decidir também, com antecedência, quais as características das forrageiras mais adequadas, de acordo com a espécie ou a categoria animal que pretende colocar na nova área de pastagem reformada”.
O técnico da Matsuda explica que “as pastagens brasileiras, na maioria das vezes, são estabelecidas nas áreas menos nobres das propriedades, em locais de topografia irregular, em solos de baixa fertilidade e ácidos, enfim, em locais que não são utilizados e não servem para a agricultura”. Além dos diversos erros de manejo, ainda segundo Marcelo Ronaldo Villa, essas pastagens se encontram degradadas nos mais variados estágios e as principais causas são “a perda da fertilidade natural do solo, a infestação por ervas daninhas, a infestação por insetos, erosões, problemas com algumas doenças e escolha inadequada da espécie forra-geira, o que causa problemas de adaptação edafoclimática da espécie escolhida”.
Marcelo Ronaldo Villa explica que se pode classificar a degradação das pastagens “em vários níveis diferentes, cabendo ao agrônomo identificar esse estado e propor as medidas corretivas necessárias. Mas tudo tem que estar no planejamento, para que, a partir do segundo semestre, quando se inicia a estação das águas, a reforma ou recuperação possa de fato ser iniciada”. Para o técnico, a degradação das pastagens pode ser entendida como “a evolução de um processo que leva à perda das qualidades mínimas necessárias para a boa nutrição dos animais e – o que também é grave – a de se manter protegida dos ataques de pragas e doenças”.
As sementes corretas
A escolha da melhor semente de capim para ser plantada na proprie-dade é um ponto fundamental para se formar uma boa pastagem. Essa escolha é, muitas vezes, relegada ao segundo plano, segundo o técnico da Matsuda, para quem “os gastos com sementes de boa qualidade representam menos de 10% do custo total da formação da pastagem. O preço médio para se formar uma boa pastagem é calculada em R$ 1 mil por hectare, mas que pode variar conforme os níveis de fertilidade do solo, exigências da forrageira e o nível de produtividade desejado”. A adoção dessa prática aumenta a perenidade dos pastos melhorando a oferta e qualidade da forragem aos animais.
Marcelo Ronaldo Villa chama a atenção dos produtores usuários de sementes de forrageiras, para a nova Legislação que regulamenta os padrões mínimos destas sementes. A Instrução Normativa nº 30 de 21/05/08, determina que a pureza mínima e a germinação mínima, serão de 60%, a partir desta safra de 2009. Essa alteração é bastante importante, uma vez que esses novos padrões aumentam significativamente a qualidade das sementes de forrageiras. O técnico alerta ainda para o perigo das “sementes piratas”, que possuem baixa qualidade, são mais econômicas, mas que torna o preço caríssimo no final. “Essas sementes piratas podem contaminar a propriedade com ervas daninhas, doenças, insetos, e outras pragas, que comprometem toda a atividade da propriedade”, alerta Marcelo Villa.
Outro fator a ser considerado é o ótimo trabalho de fiscalização que o Ministério da Agricultura vem realizando, o que tem contribuído significativamente para coibir as sementes piratas do mercado e checar a qualidade das comercializadas.
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