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Programa Boi Guardião vai monitorar pecuária no bioma amazônico

(postado em 14/12/2009)

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Uma iniciativa inédita do Ministério da Agricultura e do governo do Pará vai monitorar, por satélite, fazendas de gado no bioma amazônico. O Programa Boi Guardião, lançado No início de dezembro pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e pela governadora do estado, Ana Júlia Carepa, tem a finalidade de conter o avanço do desmatamento na região em função da pecuária. 

O projeto piloto iniciado agora envolve seis municípios paraenses – Marabá, Eldorado do Carajás, Água Azul do Norte, Ourilândia do Norte, Tucumã e São Félix do Xingu – onde são criados quase quatro milhões de cabeças. Mais de 15 mil fazendas foram georreferenciadas (definição do local pelo sistema de coordenadas geográficas) e serão monitoradas por técnicos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará).

O programa condiciona a emissão da Guia de Trânsito Animal Eletrônica (GTA) à atividade pecuária realizada sem desmatamento. A GTA é um documento com informações da sanidade do rebanho, obrigatório para o transporte de animais entre propriedades, municípios e estados, para frigoríficos ou mesmo para exportação do animal vivo. 

Os municípios da primeira etapa do Boi Guardião abrangem área superior aos territórios de estados como Rio de Janeiro, Alagoas e Espírito Santo. “O programa será totalmente implantando em um ano e meio. Até o final de 2010, todo o estado do Pará, além do rebanho de Rondônia e dos animais situados no bioma amazônico de Mato Grosso serão 100% monitorados”, explica o ministro Stephanes.

Para iniciar o projeto piloto, o Ministério da Agricultura, a Adepará e a Federação de Agricultura do Estado do Pará (Faepa) investiram quase R$ 1 milhão na compra de equipamentos de informática, trabalho de campo, implantação de pontos de internet para o monitoramento por satélite e no georreferenciamento das propriedades. O sistema de monitoramento foi implantado pelo Inmet e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O programa conta ainda com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Associação Brasileira de Supemercados (Abras) e dos frigoríficos Bertin, Frigoc e JBS.

Etapas

A segunda fase do programa inicia em junho de 2010, quando serão monitorados mais 38 municípios da região centro-sul do Pará que, juntamente com os seis primeiros, fazem parte de área livre de febre aftosa com vacinação no estado. Nesta etapa também começa a inclusão de Rondônia e das localizadas no bioma amazônico de Mato Grosso. Na terceira fase, em dezembro de 2010, todo o território paraense estará coberto pelo programa, com a inclusão de 32 municípios paraenses do Baixo Amazonas e da região de Marajó e será finalizada a inserção das fazendas dos outros dois estados.

O Pará, com rebanho de mais de 18 milhões de cabeças, é o maior produtor de gado do Norte e o quinto do País. 

Primeira etapa - janeiro de 2010

Marabá, Eldorado do Carajás, Água Azul do Norte, Ourilândia do Norte, Tucumã e São Félix do Xingu.

Segunda etapa - Junho de 2010

Região centro-sul do Pará, Rondônia e Mato Grosso

Terceira etapa - dezembro de 2010

Municípios paraenses do Baixo Amazonas e da região de Marajó; Rondônia e Mato Grosso

Fonte: MAPA

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Compromisso com desmatamento zero

 O Programa Boi Guardião mostra o compromisso do governo com o desmatamento zero, afirmou o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepara), Aliomar Arapiraca. O diretor participa, neste momento, do lançamento do programa que vai monitorar por satélite as fazendas de gado no bioma amazônico com o objetivo de conter o desmatamento.

Arapiraca enfatizou que o cadastramento das propriedades do Pará (primeiro estado a participar do programa) mostrou o grau, cada vez maior, de conscientização do pecuarista com a preservação do meio ambiente. Ele afirmou ainda que a iniciativa reforça a ideia de que é possível o crescimento econômico da região aliado à conservação do bioma. 

Na fase piloto do programa, anunciado agora, serão monitorados seis municípios paraenses, onde são criadas quase quatro milhões de cabeças. Somente no município de Marabá, a 560 km de Belém, o rebanho ultrapassa um milhão de animais. Nessas seis cidades, 15.478 propriedades estão inseridas no programa e, de acordo com Arapiraca, até o final do ano, 80 mil fazendas do estado serão georrefenciadas (monitoradas pelo sistema de coordenadas geográficas).


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