• Máquinas e Equipamentos
  • Venda de máquinas agrícolas cresceu 27% em 2020, diz Abimaq

    11/02/2021
    O segmento ajudou a impulsionar o faturamento da indústria de máquinas e equipamentos no ano passado.
    Foto: Divulgação.
     
    As vendas de máquinas e equipamentos agrícolas registraram um aumento de 27% em 2020, na comparação com o ano anterior, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O resultado é referente às vendas no mercado interno e as exportações. A expectativa é de um crescimento de 7% no segmento em 2021.
     
    O resultado do segmento, ajudado pelo desempenho do agronegócio em 2020, contribuiu para o crescimento de 5,1% na indústria de máquinas como um todo de janeiro a dezembro do ano em relação a 2019. O faturamento total (considerando vendas internas e externas) superou os R$ 144,5 bilhões. Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (27/01) pela Abimaq.
     
    Os últimos dois meses de 2020 foram determinantes para o resultado final da indústria de máquinas, de acordo com a entidade. No período, houve um desempenho melhor que o dos mesmos meses do ano anterior e uma recuperação das perdas do primeiro semestre, por conta da pandemia. Em dezembro, a receita doméstica cresceu 50,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
     
    “Tivemos um crescimento expressivo em 2020, porque, até outubro, estávamos no zero a zero e acabamos o ano com um crescimento de 5,1%, porque nos últimos meses, tivemos bons resultados. O setor agrícola foi novamente influenciado positivamente pelo aumento da safra, o que ajudou na composição positiva do crescimento”, comemorou o presidente executivo da Abimaq, José Velloso.
     
    A receita líquida da indústria de máquinas e equipamentos em dezembro foi de R$ 13,4 bilhões, crescimento de 36,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Considerando só o mercado interno, as vendas da indústria acumularam alta de 11% em 2020.
     
    Exportações 
    Em dezembro do ano passado, as exportações de máquinas para agricultura cresceram 43,5% em comparação com o mesmo mês de 2019. No acumulado do ano, houve uma a queda de 0,7%, a menor retração entre todos os segmentos que compõem a Abimaq.
     
    No acumulado do ano, as vendas externas de máquinas, de modo geral, registraram a maior queda desde a crise de 2009, com um recuo de 23,7%. A retração ocorreu em todos os principais destinos.
     
    “As nossas exportações, que sempre representaram 1/3 das nossas operações, se não tivessem caído 23,7%, nosso desempenho teria sido muito melhor. Mas tem uma notícia boa: crescemos em dezembro 30,7%, exportamos mais do que em novembro. Ou seja, terminamos o ano aumentando as exportações, e estávamos com uma queda de -27,7%”, comentou Velloso.
     
    Já as importações de máquinas e equipamentos apresentaram desempenho variado a depender do segmento. Em 2020, houve crescimento das compras de máquinas para petróleo e energia renovável (10,6%) e máquinas para infraestrutura e indústria de base (15,1%). Por outro lado, as importações retraíram fortemente nos segmentos de máquinas para agricultura (-22,2%) e máquinas para a indústria de transformação (-16,7%).
     
    Expectativas 2021
    A Abimaq avalia que a retomada das importações deverá ser sustentável em 2021. A expectativa é de normalização das compras à medida que a atividade interna ganhe tração. 
     
    Sobre as máquinas agrícolas, Pedro Estevão, do conselho administrativo da entidade, avalia que os mesmos fundamentos que fizeram as vendas de máquinas agrícolas crescerem em 2020, como os preços favoráveis das commodities, devem permanecer neste ano.
     
    No entanto, o setor está trabalhando com a perspectiva de não contar com as linhas de financiamento do Moderfrota e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no primeiro semestre deste ano.
     
    “Claro que ainda temos a linha do BNDES, que é um pouco mais cara, em torno de 10%, o que é muito mais alto do que as outras duas”, salientou Estevão.
     
    A incerteza sobre realização das feiras agropecuárias também podem ter algum impacto. Segundo Estevao, quase um terço dos pedidos de máquinas agrícolas são captados nos eventos. Os cancelamentos no ano passado, fizeram falta.
     
    “Tivemos uma carteira de pedidos muito mais baixa em abril, maio e junho, quando é o nosso maior volume de pedidos. Entretanto, ano passado foi um caso especialíssimo com o câmbio a quase R$ 6,00”, disse.


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