• Sustentabilidade
  • Três técnicas podem reduzir emissões de CO2

    01/07/2015
    A adoção de apenas três técnicas previstas no Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) tem o potencial de mitigar a emissão de gases de efeito estufa da agropecuária brasileira em 10 vezes mais que a meta estipulada.

    A conclusão é do estudo "Invertendo o sinal de carbono da agropecuária brasileira - Uma estimativa do potencial de mitigação de tecnologias do Plano ABC de 2012 a 2023", lançado dia 1º, em São Paulo, pelo Observatório ABC.

    Segundo o estudo, caso o setor produtivo adote a recuperação de pastagens, a integração lavoura-pecuária e a integração lavoura-pecuária-floresta em 52 milhões de hectares de pastos degradados, a emissão de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases de efeito estufa, seria de 1,8 bilhão de toneladas no período de 2012 a 2023.

    Caso a recuperação de pastagens seja aplicada em 75% da área de pastos degradadas e a integração lavoura-pecuária e a integração lavoura-pecuária-floresta nos 25% restantes, será possível evitar emissões de 670 milhões de toneladas de CO2 equivalente e armazenar 1,10 bilhão de toneladas de CO2 no solo (cerca de 100,2 milhões de toneladas por ano).

    Essas técnicas, afirma o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Eduardo Assad, poderiam neutralizar as emissões da agropecuária, principal fonte de CO2 nos estados com as maiores áreas de pastos degradas.

    “Apesar do aumento das emissões pela fermentação entérica, as mesmas são neutralizadas pelo alto armazenamento de carbono no solo devido ao manejo correto dessas tecnologias de baixa emissão em comparação ao estoque de carbono no solo de pastos degradados”, diz, em nota.

    O estudo destaca ainda que seria possível aumentar o número de cabeças de gado nas áreas de pastagens recuperadas, com um aumento de 29,3 milhões de cabeças em 39 milhões de hectares de pasto degradado.

    Entre as culturas agrícolas, o milho foi a principal fonte de gases de efeito estufa, contribuindo com 9 milhões de toneladas. Em seguida aparecem cana-de-açúcar e arroz. A soja, por sua vez, não teve emissões significativas registradas, por utilizar a fixação biológicas de nitrogênio, tecnologia que dispensa o uso de fertilizantes nitrogenados, a principal fonte de emissão direta de gases.

    O estudo alerta que, caso nada seja feito, as emissões da agropecuária brasileira atingiriam 3,63 bilhões de toneladas de CO2, sendo 3,45 bilhões vindos da pecuária.

    Fonte: Canal Rural

     
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