• Nutrição
  • Tecnologia de cocho mais durável

    06/10/2014
    Não é novidade tanto para criadores como para especialistas que a suplementação de bovinos tem evoluído nos últimos anos.

    Qualquer sistema de produção, seja ele a pasto ou confinado, requer uma correta suplementação alimentar para o aumento do desempenho e da saúde dos rebanhos. Dessa forma o cocho, chamado por muitos nas fazendas de “prato do boi”, representa um papel fundamental no manejo da alimentação dos bovinos. 

    Por outro lado precisa ficar claro que ele deve ser visto por técnicos, gerentes de grandes e pequenas propriedades e produtores rurais como uma instalação indispensável e permanente sem a qual o desempenho dos rebanhos pode ficar seriamente comprometido.

    É por meio dos cochos que se garante o fornecimento de todos os complementos alimentares à dieta dos animais, entre as quais incluem suplementos minerais, aditivos, promotores de crescimento, ração concentrada, vitaminas e até mesmo alimentos volumosos, como silagens, fenos entre tantos outros. 

    De acordo com agrônomo e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-Sudeste), André Pedroso, o cocho móvel tipo trenó, por exemplo, é uma alternativa mais resistente do que os cochos convencionais, feitos em madeira. Já que os convencionais geralmente apresentam baixa durabilidade, pois ficam em contato com esterco e urina acumulados ao seu redor. 

    Enquanto que o cocho tipo trenó é de fácil movimentação e facilita o manejo, em relação aos cochos de alvenaria, pois elimina a necessidade de retirada e transporte do esterco. Sendo construído com pranchões de quatro centímetros de espessura, sobre duas vigotas que funcionam como esquis, assim pode ser deslocado com um trator ou por um animal de tração.

    O nome Cocho-trenó é porque ele é apoiado em dois esquis, sendo que estes esqui tem função dupla: de manter o cocho mais elevado e permitir o deslocamento muito fácil para outros locais. Conforme o pesquisador, o manejo na propriedade é simples: o tratorista amarra uma corda na parte dianteira de cada módulo do cocho e vai puxando pelo pasto, bastante parecido com o trenó, usado nos países que têm neve. 

    Entre suas vantagens, a primeira é que o criador evita aquele excesso de lama, esterco e urina ao redor dos comedouros fixos. Um ambiente sujo atrai moscas e pode trazer doenças.

    O cocho-trenó pode ser usado tanto para rebanhos de leite, quando em uma criação de corte, em pastagens mais extensas. Nos meses chuvosos, o criador deve mudar o comedouro de lugar a cada três ou quatro dias, já em épocas mais secas, a troca pode ser feita a cada 10 ou até 15 dias, tudo depende do clima e do número de animais no rebanho. 

    O pesquisador explica ainda que o uso do cocho-trenó também é positivo para a saúde do pasto. Já que com a movimentação, ao mesmo tempo promove a distribuição de esterco na área e economiza na adubação química da pastagem. Outra característica central é que, apesar das aparências, ele não é feito de madeira e sim de um material reciclado. É uma matéria-prima conhecida como madeira plástica.

    Fonte: Gazeta. Foto: Gisele Rosso, Embrapa Pecuária Sudeste

     


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