• Manejo
  • Solo brasileiro necessita de cuidados específicos

    02/03/2015
    A qualidade do solo é primordial para o desenvolvimento das culturas, também influencia na pastagem do gado e outras atividades, por isso ele requer diversos cuidados.

    A formação pedológica brasileira se divide em diversos tipos, entre eles os Latossolos que correspondem a 50%, os Argissolos, 26% e os Neossolos Quartzarênicos, 6% são responsáveis por 82%.

    Os principais tipos de solos brasileiros apresentam normalmente baixa fertilidade, alta acidez e teores elevados de alumínio, limitantes ao desenvolvimento do sistema radicular em profundidade. Possuem boas condições físicas para o uso agrícola, associadas a uma boa permeabilidade por serem solos bem estruturados e muito porosos. Porém, devido aos mesmos aspectos físicos, possuem baixa retenção de umidade, principalmente os de textura mais grosseira em climas mais secos.

    Segundo o engenheiro agrônomo e pesquisador da Fundação MS, Douglas de Castilho Gitti, devido às boas condições físicas e aos relevos mais suaves, os solos brasileiros apresentam alto potencial para o uso agrícola. São largamente utilizados com produção de soja, milho, arroz, cana-de-açúcar, eucaliptos, entre outros. Suas limitações estão mais relacionadas à baixa fertilidade e a retenção de umidade, quando de texturas mais grosseiras e em climas mais secos.

    O pesquisador ainda explica que para a correção da acidez do solo utilizando o calcário deve ser realizada pelo menos três meses antes do plantio das culturas. “A quantidade de calcário que deverá ser aplicada ao solo será calculada com base na análise química do solo na profundidade de 0 a 20 cm. A aplicação e incorporação do calcário em áreas de abertura são realizadas durante o preparo convencional do solo. Em áreas conduzidas em sistema plantio direto, o calcário é aplicado em superfície, não necessitando de incorporação”, ensina o agrônomo.

    Já a gessagem, utilização do gesso agrícola, também é necessária para aumentar a fertilidade do solo em profundidade, e proporcionar ambiente favorável (com nutrientes e a redução do alumino tóxico as plantas) ao desenvolvimento radicular em subsuperfície. A quantidade de gesso agrícola que deverá ser aplicado ao solo deve ser calculada com base na análise química do solo na profundidade de 20 a 40 cm. Sendo a aplicação realizada em superfície, não necessitando de incorporação.

    O dr. Gitti salienta que a manutenção da fertilidade do solo está intimamente ligada à conservação dos solos. Para isso, a utilização do sistema plantio direto é fundamental para proporcionar patamares elevados de produtividade das culturas. “O plantio direto é uma tecnologia sustentada por três pilares, sendo eles: o não revolvimento do solo, a produção de palha na superfície do solo e a rotação de culturas. Se houver algum pilar enfraquecido, a tecnologia não exprimirá seu potencial máximo, e limitará em alguma parte a produtividade das culturas. Como exemplo, podemos citar a compactação do solo, um problema de limitação física do solo, que restringe o desenvolvimento radicular das culturas, e contribui para o aumento da erosão nos solos”, afirma o pesquisador.

    O aumento do tamanho das máquinas agrícolas e a necessidade de transitar nas lavouras em épocas de maior umidade no solo são os principais geradores da compactação do solo. Além disso, a inexistência da rotação de culturas nos sistemas de produção de grãos agrava ainda mais os problemas de compactação do solo.

    Uma técnica de preparo reduzido do solo é a escarificação, que serve como forma de cultivo mínimo, realizando o rompimento do solo na camada arável, utilizando implementos chamados “escarificadores”. O rompimento de camadas superficiais compactadas contribui para maior infiltração de água das chuvas e melhor aeração. O rompimento e a desagregação dos torrões na superfície do solo, a uma profundidade que pode variar de 10 a 25 cm, é um dos pontos altos da escarificação, e a principal característica que a diferencia da subsolagem.

    Os benefícios proporcionados pela escarificação do solo, como maior infiltração de água e melhor aeração, são pouco duradouros (meses), uma vez que, após a operação mecânica de escarificação, o solo se reacomoda novamente, voltando os problemas de compactação.

    Os cuidados com o solo garantem a longevidade das produções, é um investimento que traz benefícios ambientais e econômicos, que variam de acordo com cada região e cultura desenvolvida. Por isso, é preciso ter orientações profissionais na realização desses cuidados, para indicar os produtos adequados para cada tipo de solo e cultura.

    Fonte: Gabriela Borsari/Agroeditorial/Rural Centro

     


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