• Nutrição
  • Salomão destaca pastagem como novo mercado promissor

    10/12/2014
    O engenheiro agrônomo e Gerente de Novos Mercados da Stoller falou também sobre adubação foliar, novas tecnologias e das perspectivas para o futuro do setor.

    Confira a entrevista concedida à Equipe Scot Consultoria:

    Por favor, fale brevemente sobre sua carreira até o momento.

    Hilton Salomão - Engenheiro agrônomo, com 30 anos de carreira, formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Especializado em Irrigação, fertirrigação e nutrição de plantas. Após ter conduzido projetos agropecuários com as culturas de melão, citros, café e pecuária, ingressei na Stoller em 2001, onde atuei na área técnica e Gerencia Comercial, ganhando experiência em mais culturas e ampliando o conhecimento a nível nacional. Atualmente ocupo a Gerencia de Novos Mercados, encarregada de desenvolver novos produtos e mercados. A pastagem é o novo mercado mais promissor que temos trabalhado na Stoller.

    A pecuária brasileira é conhecida, dentre outros motivos, pela sua produção a pasto. Segundo um estudo realizado pelo IIS em parceria com a EMBRAPA e o INPE, utilizamos, hoje, apenas um terço do potencial das nossas pastagens. Se passarmos a usar metade desse potencial, em 30 anos conseguiríamos aumentar em 50,0% a produção de carne e liberar 32,0 milhões de hectares de terra para outros cultivos. Na sua concepção, quais os desafios para o país conseguir atingir tais números?

    Hilton Salomão - Para podermos explorar o máximo do potencial produtivo das pastagens, o principal desafio é fazer com que a pastagem seja tratada como uma lavoura. Cuidar de uma pastagem como lavoura significa utilizar tecnologias avalizadas pela pesquisa e que estão ou estarão disponíveis para uso, como sementes de qualidade, controle de invasoras, controle de pragas e, principalmente, uma nutrição vegetal cada vez mais equilibrada.

    Um manejo mais eficiente do pastejo será necessário para converter esse aumento de produção de forragem em produto final, se tornando um outro grande desafio. Todo esse processo tornará a atividade mais complexa, exigindo um maior nível de informação e capacitação do pecuarista para gerir seu negócio.

    Assim, levar informação de qualidade para que o pecuarista tome conscientemente a decisão de se capacitar e investir na atividade, tornando-a mais produtiva e sustentável, será uma tarefa de toda a cadeia da pecuária.

    O pecuarista tem usado mais adubação foliar nas pastagens? Qual o principal entrave para o aumento do uso dessa tecnologia?

    Hilton Salomão - A adubação foliar com micronutrientes é uma tecnologia consolidada e utilizada em larga escala na agricultura. A utilização da calagem e da adubação com macronutrientes aumentando os resultados da aplicação foliar de micronutrientes são algumas explicações para a elevada taxa de adoção da tecnologia. Esses ganhos de produtividade são facilmente mensurados, quando se trata de uma cultura de grãos, por exemplo.

    No caso das pastagens, o retorno da aplicação é mais difícil de se medir e vai variar de acordo com o nível tecnológico utilizado nas pastagens. Em certos cenários de baixíssimo uso de tecnologia, os resultados serão muito pequenos ou mesmo inexistentes e nem sempre o pecuarista, neste cenário, tem os equipamentos necessários para se fazer uma aplicação foliar.

    Portanto, os principais entraves são o baixo nível tecnológico e a dificuldade de medir o retorno.

    Apesar de não ser indicada para todos os cenários, as respostas da adubação foliar crescem significativamente em função do aumento do nível tecnológico. A utilização de herbicidas, calagem e uma nutrição vegetal equilibrada, torna a adubação foliar com micronutrientes altamente compensadora na pastagem.

    Assim, tem crescido a procura pelos fertilizantes foliares por pecuaristas que estão aumentando o seu nível tecnológico e desejam explorar o máximo do potencial produtivo de suas pastagens.

    Em relação às novas tecnologias, quais os planos da Stoller para o futuro do agronegócio brasileiro?

    Hilton Salomão - O futuro traz desafios cada vez maiores para se produzir mais com menos. O aumento da demanda por alimentos e a necessidade por uma agropecuária mais sustentável impõe que exploremos ao máximo o potencial genético das culturas, agora incrementado pela biotecnologia.

    Acompanhando o crescente potencial genético das culturas, a Stoller tem investido cada vez mais em pesquisa nas áreas de nutrição vegetal, fisiologia vegetal e produtos biológicos. Essas pesquisas são determinantes para o desenvolvimento de tecnologias que contribuem para o produtor encarar desafios como atender as necessidades nutricionais crescentes das culturas, minimizar os estresses causados pela instabilidade climática através de mecanismos fisiológicos e aumentar o uso de produtos biológicos tanto na fixação biológica de nitrogênio quanto no controle de pragas e doenças.

    A pastagem tratada como lavoura está completamente inserida neste cenário e a Stoller tem dedicado esforço especial no desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para a pastagem.

    A Stoller acredita que além de desenvolver a tecnologia, temos que levar conhecimento aos produtores. Sendo assim, investe em uma forte capacitação de toda a sua equipe, presente nas principais regiões produtoras do Brasil, de maneira a levar suas soluções inovadoras e orientar os produtores na busca dos melhores resultados.

    Fone: Scot Consultoria



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