• Sanidade
  • Retirada da vacina contra aftosa abre mercado de US$12 bilhões

    05/05/2016
    A retirada da vacinação contra a febre aftosa é um desafio da cadeia produtiva, que beneficiará não apenas os produtores, que passarão a economizar o valor das doses, mas ao País, que se tornará mais competitivo no mercado internacional da carne.

    A medida permitirá ao Brasil acessar um mercado ao redor de US$ 12 bilhões, representado por países como Japão, Coréia do Sul, Estados Unidos, Canadá, México, entre outros, que não compram carne resfriada ou congelada de países que ainda adotam a vacinação contra a doença. A iniciativa é considerada fundamental para o avanço do PNEFA – Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, e encontra amplo apoio por parte dos agentes da cadeia. É o que mostra pesquisa inédita realizada pelo CNPC – Conselho Nacional da Pecuária de Corte, com mais de 20 entidades do segmento agropecuário, entre federações, sindicatos e representantes da indústria. 

    Segundo o levantamento divulgado na reunião da COSALFA – Comissão Sul-Americana para Luta Contra Febre Aftosa, realizada entre os dias 7 e 8 de abril na cidade de Punta Del Este, no Uruguai, mais de 90% consideram a medida importante para o futuro da pecuária brasileira, que deve beneficiar também suinocultores do Rio Grande do Sul e Paraná. Ainda de acordo com a pesquisa, 57% dos entrevistados acreditam que a retirada da vacina deva ser feita de modo gradativo, por meio de Circuitos Pecuários, áreas geográficas definidas pela criação e circulação de rebanhos, reconhecidas pelo Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que reúnem Estados com o mesmo status sanitário. Para Sebastião Guedes, presidente do GIEFA-Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa e vice–presidente do CNPC, o cronograma deve prever fases de implantação estabelecendo como prazo máximo o ano de 2020. “É preciso que os setores privado e público planejem e promovam ações de médio prazo, que sejam avaliadas anualmente”, diz Guedes.

    A pesquisa também mostrou que a cadeia produtiva da carne está disposta a discutir a criação de um fundo que custeie os preparativos para a retirada da vacinação, bem como sua consolidação. Organismos internacionais e setores da administração pública responsáveis pela defesa sanitária animal constantemente solicitam recursos para este fim. Os recursos poderiam vir do montante gasto anualmente com a compra de vacinas contra febre aftosa, mercado que movimenta anualmente cerca R$ 500 milhões. “Seria um fundo fiduciário, destinado a contribuições a órgãos internacionais que se dedicam ao combate à doença, bem como para cobrir eventuais despesas complementares do Ministério da Agricultura e de órgãos estaduais”, afirma Guedes.

    Sobre o CNPC

    O CNPC é uma entidade sem fins lucrativos que tem por objetivo desenvolver estratégias para o crescimento da pecuária de corte nacional e estabelecer relações entre os vários agentes, representando a cadeia produtiva junto aos governos estaduais e nacional, bem como nos fóruns de discussão internacional que promovam a sanidade, o bem-estar animal e a segurança alimentar. Criado em 1982, a entidade tem representantes nos principais Estados e segmentos que se destacam na pecuária nacional. Atualmente é presidida por Tirso de Salles Meirelles, pecuarista de reconhecida liderança no agronegócio brasileiro.

    Fonte: CNPC/ Mecânica de Comunicação



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