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  • Renovação e reforma de pastagem

    04/11/2013

    pastagemAlberto Takashi Tsuhako*

    As pastagens continuam sendo a principal fonte de alimento para grande quantidade de animais, principalmente os bovinos. São cerca de 90 milhões de hectares de pastagens introduzidas e cerca de 60 milhões de hectares de pastagens naturais, que alimentam aproximadamente 190 milhões de animais.

    Como acontecem todos os anos, quando se aproxima a temporada de chuvas, muitos produtores iniciam os preparativos para o plantio de sementes de forrageiras, renovando as pastagens degradadas. Essa atividade parece simples, mas depende de vários fatores para que a decisão a ser tomada seja a mais correta possível. Estudos mostram que mais da metade das pastagens cultivadas existentes se encontram em algum nível de degradação, contribuindo para a baixa capacidade de carga animal por área. Por essa razão, em alguns Estados, as pastagens degradadas estão sendo substituídas por outras culturas como, por exemplo, da cana-de-açúcar. Outras áreas de pastagens degradadas estão sendo renovadas em associação com cultivos agrícolas como a soja, no sistema que integra a atividade agrícola com a pecuária (ILP - Integração Lavoura Pecuária) e outras simplesmente renovam essas pastagens degradadas de maneira tradicional, ou seja, eliminam a pastagem degradada e semeiam outra em seu lugar. O planejamento para recuperar ou reformar a pastagem que se encontra em degradação é importante para o êxito da renovação. Para isso alguns procedimentos são importantes, como classificar o nível de degradação da pastagem a ser reformada e, de acordo com essas características, quais os procedimentos a serem adotados. A classificação do nível de degradação não é fixo e pode ser alterada de acordo com cada propriedade, com cada piquete, de acordo com o tamanho da área. Mas os itens avaliados seguem um parâmetro específico. Só o fato de o produtor classificar as suas pastagens em produtivas e degradadas é um bom começo, porque já tem noção que existem dois tipos de pastagens em sua propriedade. Essa noção de degradação faz com que o produtor adote medidas diferentes em cada um desses piquetes. Pode-se classificar as pastagens em degradadas, meio degradada e produtivas e ainda em maior ou menor grau de degradação. Seguem exemplos de cinco níveis de degradação. Nível 1 São geralmente pastagem de boa produção de forragem, que ainda mantém boa qualidade nutricional, sem problema de infestação de ervas daninhas, sem problemas de insetos e sem erosões. Geralmente são pastagens com pouco tempo de implantação. É estranho classificar este tipo de pastagem como degradada, mas este processo inicia quando iniciamos o pastejo da área. Fazendo um comparativo, é como um carro zero-quilômetro que acabamos de comprar. Este carro se torna usado no momento em que o tiramos da agência. pastagem nivel 1bPara a reforma dessa pastagem de Nível 1 de degradação: - Fazer a calagem e fertilização de acordo com os resultados das análises de solo; - Dividir o tamanho dos piquetes, inicialmente pelo menos na metade, para chegar a implantar o sistema de pastejo rotacionado; e, - Para melhorar a produtividade dessa pastagem, recomenda-se ainda a implantação de leguminosas. Nível 2 Neste nível de degradação as pastagens diminuem a capacidade de suporte animal, o nível da fertilidade natural do solo diminui e consequentemente diminui a produção de forragem. A qualidade nutricional também é menor, as plantas forrageiras demoram mais tempo para rebrotarem e há a presença de ervas daninhas invasoras e até mesmo de vegetação natural da área. pastagem nivel 2Para a reforma desta pastagem de Nível 2 de degradação: - Repetir todos os procedimentos anteriores; e - Fazer o controle químico das ervas invasoras e depois a implantação das leguminosas. Nível 3 Todas as características anteriores também aparecem neste nível de degradação, acrescida do aparecimento de áreas dentro do piquete sem a planta forrageira, ou seja, locais com o solo descoberto e que podem ser infestados por ervas daninhas. pastagem nivel 3Para a reforma desta pastagem de Nível 3 de degradação: - Repetir todos os procedimentos anteriores; e - Replantar os locais falhados sem pastagem. Se a área for pequena o plantio pode ser feito manualmente. Em áreas maiores, jogue as sementes nos locais falhados a lanço depois de uma chuva e a incorporação pode ser feito através de pisoteio com animais. Nível 4 Neste nível de degradação a pastagem apresenta todas as características anteriores, mas há sinais de erosões. pastagem nivel 4Para a reforma desta pastagem de Nível 4 de degradação: - Repetir todos os procedimentos anteriores; e - As erosões devem ser controladas. Estas muitas vezes aparecem nas trilhas dos animais que bebem água na parte mais baixa do piquete. As chuvas também percorrem o mesmo caminho e as enxurradas acabam transportando o solo desses locais. A primeira providencia é mudar o local do bebedouro dos animais, evitando aguadas naturais como córregos e rios. Se não tiver máquinas e equipamentos na propriedade, obstáculos (pedaço de madeira) devem ser colocados nas trilhas dos animais, evitando que continuem utilizando aquele caminho. Se a erosão não estiver em estágio avançado, o próprio capim se encarrega de fechar novamente o local. Nível 5 As pastagens neste nível de degradação não podem ser recuperadas, como nos exemplos anteriores. Devem ser totalmente reformadas. São pastagens com todas características anteriores em estágios mais avançados. pastagem nivel 5Para a reforma desta pastagem de Nível 5 de degradação:

    As pastagens que se encontram neste nível de degradação devem ser totalmente reformadas, ou seja, as plantas existentes (restos de pastagem e plantas invasoras) devem ser eliminadas através de herbicida, arado e grade. Como nos exemplos anteriores, amostras de solo devem ser retiradas e analisadas. A calagem e adubação devem ser feitas de acordo com os resultados sob orientação de um profissional gabaritado.

    O plantio deve ocorrer quando as chuvas se normalizarem, com temperatura do solo acima de 20ºC e com mais de 10 a 12 horas de sol diários. As sementes podem ser semeadas a lanço ou plantadas em linha. No primeiro caso fazer a incorporação das sementes no solo, utilizando preferencialmente um rolo compactador. Em solos arenosos e fofos, não utilizar grade niveladora, mesmo que totalmente fechada, para incorporar as sementes. No segundo caso, cuidado com a profundidade das sementes durante o plantio, não deve ultrapassar os 2 cm. A qualidade das sementes é importante nesses processos de recuperação e reforma das pastagens degradadas. Uma semente de má qualidade pode comprometer todo o trabalho realizado. Outro item que deve ser observado é a quantidade de sementes utilizadas nesses plantios, mesmo quando se tratar de renovar áreas com locais falhados. No mercado existem diversas marcas e diversas qualidades de sementes. O planejamento da reforma ou da renovação de suas pastagens é fundamental, pois muitas vezes a falta de planejamento provoca um gasto acima do previsto de óleo diesel e de mão-de-obra. A manutenção mal feita provoca quebras e desgastes de máquinas e equipamentos que elevam os custos de produção. Todos esses gastos extras e outros que podem ocorrer, acabam comprometendo os recursos financeiros disponíveis e, no momento da compra das sementes, o produtor se vê obrigado a buscar o mais barato no mercado. As sementes de menor qualidade são mais baratas somente no preço por quilo, mas necessitam de maior quantidade por hectare, além do risco de conter sementes de ervas daninhas, que deverão ser controladas. Há maior gasto com transporte, com máquinas e equipamentos e, consequentemente, com mão-de-obra. O pior dessas sementes baratas pode ser a própria qualidade fisiológica, ou seja, quando se planta e ela não germina. No mercado de pastagens existem diversas qualidades de sementes:
    • - sementes de alta pureza
    • - sementes escarificadas quimicamente
    • - sementes tratadas com polímeros
    • - sementes tratadas com inseticidas
    • - sementes tratadas com fungicidas
    • - sementes incrustadas (revestidas)
     

    *Alberto Takashi Tsuhako é engenheiro agrônomo

    do Departamento Técnico Matsuda ? Grupo Matsuda.

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  • Comentários (14)



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