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  • Rendimento do gado criado a pasto melhora com suplementação, mesmo no período das águas

    21/12/2021
    Entramos no período das águas, estação em que os ‘olhos’ dos pecuaristas e produtores em geral se enchem de alegria diante da fartura dos pastos nas fazendas Brasil afora.

    E, devido a essa abundância de comida para o gado, muitos produtores pensam se realmente é necessário fazer a complementação na nutrição do animal com suplemento. Para exemplificar essa, que é uma questão muito comum no setor, temos o modelo do pecuarista e engenheiro agrônomo lá do Tocantins, José Annes Marinho que trabalha com cria. Há cerca de quatro anos implantaram um sistema de nutrição com suplementação adequada para bezerro e vaca, e principalmente no período das águas, o resultado surpreendeu com um aumento entre 6 a 14% na taxa de prenhez nos lotes.

    “Na nossa visão, obviamente quanto melhor a qualidade da pastagem melhor o resultado, mas o pecuarista hoje que quer ter uma rentabilidade alta dentro da sua propriedade, precisa pensar na nutrição animal. Nós trabalhamos com suplementação para bezerro após 45 dias, isso é questão de conta, hoje gasta entre uma a uma arroba e meia no ciclo do bezerro para produzir, você desmama mais cedo, dá uma folga para as matrizes, e no nosso caso, utilizamos um sal especifico para reprodução”, contou Marinho.Segundo o pecuarista, em casos de pastagem melhorada que apresenta altos índices de fertilidade, a suplementação vem de forma eficiente no cocho. “A gente trabalha 100% com inseminação artificial, o nosso produto final é o bezerro, então ele precisa desmamar pesado, com boa qualidade e as mães também precisam estar bem nutridas para poder alimentar esses bezerros do nascimento até a desmama e, depois,ciclar novamente”.

    Para o médico veterinário e gestor comercial da Matsuda em Vitória da Conquista, Bahia,Fernando Pinna, pensar que não há necessidade de fornecer suplementos na época das águas é um erro, pois é justamente nessa época que os animais aumentam o seu metabolismo, quando dependem dos minerais para serem ativados. “Devemos lembrar que mesmo nessa época das águas os pastos, que são a base nutricional dos animais, não fornecem todos os nutrientes necessários, dentre eles os microminerais (Se, Zn, Cu, Mn, Co e I) e os macrominerais (P, Na, Mg e S), para atender as suas exigências”, comenta o técnico. “Durante a época chuvosa, há um aumento das concentrações protéicas das gramíneas e maiores degradações do nitrogênio no rúmen pela microbiota ruminal (bactérias, fungos, leveduras e protozoários). Com isso, ocorre um desequilíbrio na relação de proteína e energia, portanto o suplemento mineral é o complemento da dieta dos animais a pasto, já que a pastagem, por melhor que seja,não fornece todos os nutrientes necessáriospara manter a produção”, acrescenta.

    A mesma opinião é compartilhada pelo pecuarista e presidente da Associação dos Criadores do Estado do Pará (ACRIPARÁ), Maurício Pompéia Fraga Filho, proprietário da Fazenda Porangaí no município de Xinguara no Pará. “A suplementação mineral dos bovinos a pasto é muito importante, pois apenas a pastagem não consegue fornecer a quantidade total dos nutrientes e minerais que o bovino precisa. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a suplementação nas águas é mais importante do que na seca, pois temos uma disponibilidade maior de forragens e de melhor qualidade, então o animal desenvolve mais, está com o metabolismo mais acelerado, e tem um requerimento maior de minerais do que na época da seca, quando, por falta de forragem, ele tem dificuldade de ganhar peso”, explica o pecuarista.

    Atenção ao posicionamento dos cochos

    Segundo o médico veterinário e gestor comercial da Matsuda na Bahia,Fernando Pinna, outro fator de fundamental importância para suplementação mineral para época das águas é a questão relacionada aos cochos. “Os cochos são os ‘pratos’ dos animais e o que acontece, na maioria das vezes, é de não terem os dimensionamentos e posicionamentos corretos, o que levam a resultados insatisfatórios. O ideal é disponibilizá-los em locais de fácil acesso,tanto para os animais como para o responsável pelo abastecimento, próximo das aguadas, com distância máxima permitida em torno de 300m, já que os animais quando vão iniciar seu processo de ruminação, querem ‘sombra e água fresca’,

    E, com chegada das águas existe ainda outro ponto de atenção: o desafio de manter a suplementação adequada do rebanho, uma vez que a chuva impacta diretamente no manejo de cocho e nas perdas do suplemento em pó, causando prejuízos para a nutrição dos animais e para a propriedade.Pensando em proporcionar uma solução que atenda às necessidades dos criadores nessa fase do ano, a Connan, indústria de nutrição animal, oferece ao produtor a tecnologia Aglomerax, que é um suplemento, produzido a partir de um processo de alta tecnologia, que aglomera os nutrientes na mesma partícula (grânulo), protege o suplemento mineral do empedramento no cocho e reduz perdas com a passagem da água da chuva.“Além disso, os nutrientes ficam contidos no interior das partículas, evitando o empedramento no cocho, o que prejudica o consumo pelos animais”, explica o médico-veterinário e gerente de Tecnologia e Marketing da Connan, Marcio Bonin.Segundo o executivo, suplementos minerais comuns em pó apresentam uma maior superfície exposta ao tempo, absorvem umidade pela presença do sal comum desprotegido e empedram com facilidade. “Por ser aglomerado e mais pesado do que os outros produtos, perdas pela ação do vento também são minimizadas, além de reduzir a irritação à mucosa dos animais por inalação”, informa.

    Por: Camila Gusmão MTB:63.035/SP - jornalista do portal Boi a Pasto

     

     

     



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