• Meio-Ambiente
  • Relatório defende sustentabilidade da pecuária da América do Sul

    29/07/2021
    O diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero, entregou ontem um relatório técnico sobre “a carne bovina como ativo estratégico de nossos países” aos membros do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), grupo formado pelos ministros de Agricultura de Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia, Chile e Uruguai.

    O documento, que defende a sustentabilidade ambiental e a importância social e econômica da atividade pecuária para a região, será levado pelos líderes sul americanos aos debates preliminares da Cúpula dos Sistemas Alimentares, em Roma, na próxima semana. 

    O relatório refuta a tese de que a produção de carne bovina tem implicações negativas sobre o meio ambiente e a saúde humana ou sobre sua responsabilidade no surgimento de doenças e microrganismos resistentes. “A evidência científica que apoia essas questões é, em muitos casos, ausente e contraditória ou não se aplica aos sistemas de produção representativos dos países do CAS”, diz o texto. 

    O documento acrescenta que a atividade tem papel importante na captura e sequestro de carbono, em contraponto aos argumentos de ONGs e cientistas ao redor do mundo. “Estudos regionais mostram que a pecuária tem um balanço de carbono positivo, capturam e sequestram mais do que emitem”, relata. “A pecuária nos países do CAS deve ser vista como parte da solução, e não como parte do problema, para a busca de maior sustentabilidade nos sistemas agroalimentares”. 

    A região é responsável por quase um quarto da produção mundial de carne bovina e representa 38,6% das exportações mundiais. Os países também apresentam um dos maiores níveis de consumo médio per capita de carne bovina do planeta, o que liga o consumo da proteína animal a aspectos culturais. Os líderes regionais veem um risco real de uma consolidação da posição contra o consumo de carne vermelha no mundo. 

    Os documentos preliminares da Cúpula, que foi transferida para outubro, afirmam que a solução para o consumo excessivo de proteína animal está na promoção e apoio ao mercado de proteínas alternativas. Segundo o relatório, trata-se de uma “óbvia superestimação” dos benefícios dos alimentos vegetais e de culturas de células, que apresentam resultados “especulativos”. 

    Um resultado adverso aos interesses dos países produtores de carne bovina na Cúpula pode aumentar o custo de produção na pecuária, reforça o relatório. Segundo o documento, isso dificultaria ainda mais o acesso de populações mais vulneráveis a alimentos de qualidade. 

    Fonte: Valor Econômico com curadoria Boi a Pasto.

     



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