• Genética
  • Produção de doses de sêmen cresce 36% no Brasil em 2020

    17/02/2021
    Nova edição INDEX Asbia aponta um crescimento de 28% no mercado de inseminação artificial no país, com cerca de 24 milhões de doses.
    Foto: Divulgação.
     
    A Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial) apresenta, nesta segunda-feira (08), o novo INDEX Asbia 2020, com um balanço preciso do setor de inseminação artificial (IA) em bovinos ao longo do ano de 2020 no Brasil.
    Os dados do novo relatório comprovam a presença da IA em todo o território nacional. Os registros apontam a utilização da IA em 4.286 municípios, o que representa 77% de todos os municípios brasileiros.
     
    O relatório analisou 143.325 informações individuais para gerar os resultados, sendo 38.845 do 4º trimestre de 2020. Além disso, foram utilizadas 125.734 informações para a formulação dos dados municipalizados, que expressam os aspectos da inseminação artificial em nível municipal. A análise dos dados segmentada por município foi introduzida nos demais relatórios divulgados pela Asbia em 2020.
     
    “Os resultados marcam definitivamente a inseminação artificial como uma das ferramentas fundamentais para o futuro da pecuária no Brasil, e colocam o país num patamar muito importante no cenário mundial. Em 5 anos, passamos de menos de 13 milhões de doses para 21,5 milhões de doses vendidas ao cliente final. O uso da inseminação sai de 11% e chega a quase 20%. Isso é extraordinário”, comenta o presidente da associação, Márcio Nery.
     
    A produção total de sêmen alcançou as 14.899.623 doses em 2020, representando um crescimento de 36% em relação ao ano anterior, quando foram produzidas 10.940.746 doses. Com um crescimento de 5% em relação a 2019, as exportações também tiveram resultados positivos, atingindo as 508.096 doses.
     
    Foram coletadas 12.536.601 doses de genética de raças de corte, marcando um aumento de 38% em relação às de 2019. Quanto às raças de leiteiras, foram coletadas 2.363.022 doses, contra 1.739.568 doses do ano anterior.
     
    Para Nery, apontar as razões para a valorização do melhoramento genético e da IA é uma tarefa simples. “Eu pontuo sempre o alto custo-benefício, demandando somente 1 a 2% do custo atual da produção. Ela atua não somente na ponta do aumento da produção de carne ou leite, mas também na importante redução de custos, quando se trabalha precocidade, fertilidade, resistência a doenças e eficiência alimentar. Além disso, o melhoramento genético impacta muito positivamente na sustentabilidade da pecuária, ao promover a melhor eficiência das vacas de leite ou de corte, que vão produzir mais com menos”, afirma.
     
    Os bons resultados em meio a um ano desafiador comprovam a força da IA e ampliam as perspectivas para 2021. Segundo Márcio, a Asbia visa trabalhar ainda mais em prol de seus associados e do melhoramento genético neste ano. “Estamos muito preparados para seguir crescendo em 2021, acreditamos que podemos crescer perto de 25%, e isso fará com que o mercado brasileiro atinja cerca de 30 milhões de doses, um marco que será extraordinário”, finaliza.


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