• Meio-Ambiente
  • Pesquisa desenvolve biopesticida para braquiária

    27/07/2021
    Foi constatada a diminuição das lesões de fungos e o aumento na produtividade em 57%

    Pesquisadores do Mato Grosso desenvolveram um biopesticida para uso na braquiária que age como protetor das plantas e promotor de crescimento na espécie Brachiaria Brizantha. O projeto foi finalizado no primeiro semestre e o objetivo era fornecer um manejo orgânico para a pastagem.

    Os resultados mostraram que houve a diminuição das lesões causadas por fungos e se obteve aumento na produtividade do capim, com até 57% a mais de massa por hectare para o consumo dos animais. Segundo os pesquisadores, a produtividade, na área plantada com utilização do biopesticida, foi de mais de 5.500kg de capim seco por hectare, 18% a mais do que em uma área sem aplicação do produto.

    O trabalho é uma parceria de professores e acadêmicos de Agronomia do câmpus de Alta Floresta, do SENAI Três Lagoas (MS) e de uma empresa de nutrição no desenvolvimento e foi desenvolvido na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

    “A pesquisa apontou, ainda, um aumento maior de acordo com o tempo de aplicação, além do estímulo ao crescimento de plantas”, destaca o professor doutor em Agronomia, Marco Antonio Camilo de Carvalho.

    Outra vantagem apontada no produto é que ele não causa efeitos no gado, como a contaminação da carne que possa prejudicar os consumidores finais. De acordo com o professor, o desenvolvimento de um biopesticipa tem grande relevância, pois, o Brasil tem cerca de 170 milhões de hectares de pastagem, a maioria composta por Braquiária. Cerca de 70% dessa área encontra-se degradada devido ao mau uso de práticas agrícolas. 

    Além disto, a região norte de Mato Grosso é a mais afetada pela morte dessa espécie de capim causada por fungos. “Neste sentido, o projeto é visto como importante para auxiliar os produtores, uma vez que a braquiária possui alta qualidade para o consumo dos animais”.

    Os estudos realizados até o momento são bastante promissores, mas o produto ainda não está disponível para comercialização, por isso continuam sendo realizados testes para comprovar a eficácia e assim possibilitar a comercialização do biopesticida que atua como uma alternativa para atender às necessidades de produtores e do mercado, sem prejudicar o meio ambiente. 

    Fonte: Assessoria de Comunicação – Unemat com curadoria Boi a Pasto. 



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