• Sustentabilidade
  • Período das águas favorece reforma de pastagens degradadas

    15/04/2021
    No Brasil atualmente existem mais de 31 milhões de hectares de pastagens em diferentes níveis de degradação. Ora, se precisamos produzir mais, e desmatar menos, que é o grande desafio do produtor, a solução é plantar pasto, ou seja, fazer a reforma ou recuperação de pastagem é uma oportunidade de contribuir com a agricultura de baixo carbono, além de não precisar abrir mais áreas para a atividade.

    Um dos modelos de produção agropecuária que pode contribuir com o meio ambiente e, de quebra, gerar uma boa rentabilidade ao produtor rural é o modelo de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), existem cerca de 15 milhõesde hectares com o sistema hoje no país e a oportunidade de crescimento é muito vasta.“Nós temos uma grande oportunidade de expansão, sobretudo quando olhamos para as áreas de pastagem. Se começarmos a incorporá-las no processo de recuperação com sistemas de integração lavoura-pecuária, vamos atingir facilmente esses 30 milhões previstospela Rede ILPF para 2030”, afirmou Lourival Vilela, pesquisador da Embrapa Cerrados (DF) durante mesa redonda realizada pela instituição.

    Para o engenheiro agrônomo do Grupo Matsuda, Mateus Daré, no Brasil há inúmeras condições de solo, desde de relevo a fertilidade, portanto definir a melhor pastagem para cada condição específica é uma das dificuldades e desafios que todos os produtores enfrentam, mesmo que inconscientemente.Segundo ele uma pastagem bem manejada, corrigida, com adubação adequada e dividida em piquetes ordenados pode comportar mais que o dobro da capacidade de lotação animal comparada a uma pastagem de manejo extensivo, assim produzindo mais arroba por hectare sendo mais produtiva e rentável.

    O produtor precisa usufruir do período das chuvas para tanto recuperar, quanto reformar suas pastagens, pois esse período possibilita condições de umidade no solo para descompactação e, principalmente, para adubação e plantio. É possível realizar alguns tratos culturais no período de estiagem/seca do ano, porém somente no período das chuvas será possível consumar com êxito esses procedimentos”, enfatizou.

    Segundo o engenheiro agrônomo do Grupo Matsuda, o primeiro passo de uma reforma ou recuperação bem-sucedida é o planejamento, pois, sem essa ferramenta, os investimentos serão onerosos e corre-se o risco de não serem feitos apropriadamente. Depois desse passo, os procedimentos podem variar de acordo com o terreno, mas na maioria dos casos envolve uma dessecação da área para eliminação das plantas daninhas, depois aplicação e incorporação de corretivos como calcário e gesso, além de ser necessária a descompactação do solo por meio de subsolador ou apenas com grade, porém será preciso mais de uma operação e, com intervalos entre uma operação e outra, para melhor revolvimento do solo e eliminação do banco de sementes que estão infiltradas nele.

    “Antes do plantio é fundamental que se nivele o solo com grade niveladora possibilitando melhores condições para o plantio e estabelecimento da pastagem, assim como a aplicação de adubo de base e, posteriormente, de cobertura, para corrigir as deficiências minerais da maioria dos solos.Outro ponto importante é utilização de sementes de qualidade -- fundamental para o estabelecimento do pasto --, e, por último,  a divisão dos pastos em piquetes menores auxilia na maior capacidade de lotação, pois facilita o manejo e proporciona melhores condições para manutenção da vida útil do pasto”, destacou.

    Linha de crédito para reforma e recuperação de pastagem

    Existem programas que podem ser utilizados como meios para auxiliar nos custos com a reforma ou recuperação de pastagens. Um exemplo é o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), quepermite ao produtor financiar investimentos destinados a praticas conservacionistas do solo e, também, de  redução dos danos causados por atividades agropecuárias no meio ambiente, visando uma produção mais sustentável com maior rendimento em menor área. “O produtor que tiver interesse em obter as condições disponíveis no plano ABC deve buscar sua agência bancária para ser orientado quanto às condições impostas para tal obtenção. Atualmente, com o avanço das tecnologias, o surgimento e o fortalecimento das cooperativas bancárias, há outras linhas de créditos que os produtores também podem buscar para viabilizar o aumento de sua produtividade dentro da propriedade rural”, informouDaré.

    A recuperação e reforma de pastagem, assim como o sequestro de carbono, entram na questão da produção agrícola sustentável, que é uma tendência mundial, inclusive de consumo e importante para o Grupo Matsuda. “A Matsuda é uma empresa que sempre prezou pela inovação; prova disso é a linha de sementes forrageiras onde lançou no mercado uma linha de sementes incrustadas única, cujo foco é a diminuição de perdas no estabelecimento e diminuição da quantidade de sementes utilizadas na semeadura, fornecendo maior economia por ter o melhor custo benefício.Outro ponto que reforça essa afirmativa é tecnologia dos seus produtos da linha voltada a nutrição animal, onde mesmo com menor consumo se consegue obter os melhores resultados, incluindo-se o investimento em treinamento de seus técnicos e vendedores, sempre priorizando disponibilizar a melhor orientação aos clientes,  para que alcancem o melhor custo benefício em todas as esferas.

    Sobre o Grupo Matsuda

    Hámais de 70 anos no mercado brasileiro o Grupo Matsuda tem como foco principal o agronegócio, que envolve a produção e a comercialização de sementes para pastagens, suplementos minerais, rações para peixes, equipamentos agrícolas, inoculantes para silagem e saúde animal.A empresa também atua no segmento Pet com linhas de alimentos para cães e gatos e tem com a Incorporadora Matsuda os residenciais Portinari I e Portinari II. Além de operar no ramo de energia solar.

    Com a Matriz localizada em Álvares Machado, no interior de São Paulo, o Grupo Matsuda possui unidades em Cuiabá (MT), Imperatriz (MA), São Sebastião do Paraíso (MG), Goianira (GO), Vitória da Conquista (BA), além de Centros de Distribuição em Passos (MG), Atibaia (SP), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Ji-Paraná (RO). Para completar o Grupo tem o Laboratório Vet&Cia, localizado em Jacareí (SP), escritório de exportação em São Paulo, capital, a Linha Pet em São Gonçalo do Amarante no Ceará e a Matsuda Equipamentos também em Álvares Machado.

    Por: Redação Boi a Pasto

     



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