• Nutrição
  • Pasto temporário de inverno é opção para essa época do ano

    05/08/2021
    Para se formar um pasto de inverno é necessário planejamento antecipado com o preparo do solo e compra das sementes

    Por: Camila Gusmão – Portal Boi a Pasto

    Nesta época do ano com temperaturas baixas e clima seco é possível engordar o gado a pasto, o que além de ser viável é uma ótima alternativa diante da alta dos preços de insumos como suplementação, por exemplo.

    Segundo Dr. Paulo Bardauil Alcântara, engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"Esalq/ USP, pesquisador científico aposentado do Instituto de Zootecnia e, atualmente, consultor e coordenador do departamento de pesquisa do Grupo Matsuda, o pasto temporário de inverno é uma alternativa economicamente rentável mas precisa ser planejada com antecedência. A melhor época para se planejar o plantio do pasto temporário de inverno é entre fevereiro e março para ter o pasto formado nos meses mais secos do ano, ou seja, de junho a agosto.

    São exemplos de culturas para essa época a Aveia Preta, o Centeio, a Cevada e a Ervilhaca.“O pasto temporário de inverno é muito interessante, pois possui um valor nutricional alto. Realizamos ensaios há mais de dez anos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul onde temos extremos de muito frio ou muito calor, e de 58 plantas diferentes temperadas conseguimos selecionar essas que são mais adaptadas ao nosso clima tropical”. Para Bardauil uma das grandes vantagens em ter um pasto temporário de inverno é que o gado não precisa ‘ser servido’, ou seja, ter alguém para ofertar o alimento para ele, como acontece com a silagem e o feno, por exemplo. “Com o pasto diminui o custo com a mão de obra e o animal escolhe o que quer comer, não é como as capineiras que necessita de alguém para servir o animal”, explica.

                   Entretanto, para se formar um pasto de inverno ou pasto temporário é necessário planejamento bem antecipado com o preparo do solo, análise, correção com calagem ou adubação se necessário e a compra das sementes.O pecuarista Fábio Castro Loureiro cria Caracu Mocho em duas propriedades, uma na Fazenda Cerca Queimada Palmas e a outra na Cabanha Caracu Mocho, em Reserva, ambas no Estado do Pará. Segundo ele é uma prática muito utilizada na região sul do Brasil onde se apresentam temperaturas rigorosas, ofertando um pasto barato, muito verde e palatável ao gado que o aprecia muito em tempos frios de pastos secos e maduros.“Trabalhamos com pastagem de inverno desde a década de 90, com resultados expressivos com ganho em média de 1kg ao dia. Nosso tipo de pastagem de inverno é o consórcio aveia com azevém, na proporção de 60% aveia e 40% azevém”, contou.

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