• Nutrição
  • Pasto consorciado não deve decepcionar na entressafra

    20/05/2016
    Mesmo com falta de chuva, produtor pode esperar que o capim se desenvolva e produção de gado de corte e leite seja positiva

    Nos sistemas integrados acontece uma certa compensação

    Com a falta de chuvas, a expectativa é de que a produtividade do milho caia nesta safra nas principais regiões produtoras. E o que o produtor que apostou no consórcio milho-braquiária pode esperar? Segundo o pesquisador Alexandre Agiova, da Embrapa Gado de Corte, quem opta pela integração sempre ganha. Tendo colhido o milho ou perdido a produção, Agiova lembra que o produtor não fica à mercê de uma única alternativa.

    “Caso ocorra uma frustração na safra do grão, ele tem o pasto, e dali pode tirar carne ou leite. Então, acontece uma certa compensação. Porque a braquiária não sente tanto a estiagem quanto o milho. Ela é uma cultura resistente ao déficit hídrico”, afirma. Com o preço do grão nas alturas, Agiova não esquece que o pecuarista deixa de ter um ganho financeiro com a comercialização, mas diz que provavelmente não terá prejuízo. “Nesse pasto, ele pode entrar com o gado de corte ou leite mais cedo e antecipar sua produção”. Considerando que a área foi adubada, a expectativa também é positiva para o desenvolvimento do capim. Segundo o pesquisador, à exceção do nitrogênio, que se perde em determinada proporção, o adubo fica depositado no solo, e resulta num crescimento vigoroso da pastagem após a chuva. “No ano seguinte, se ele voltar com pasto e não entrar com grãos, vai ter uma rebrota mais vigorosa; e, nesta safra, o importante é que tem uma opção para alimentar o rebanho”, diz.

    Diante de uma produção mínima de milho, o produtor também ganha. “Supondo que com a falta de chuva, o milho sofreu, mas ainda conseguiu se desenvolver, você tem aí mais uma fonte de alimento”, afirma Agiova. Com a saca beirando os R$ 52, de acordo com dados do Cepea/Esalq desta terça-feira, 16, ele considera que dificilmente a perda de produção será maior do que o gasto que o produtor teria se tivesse que adquirir a saca no mercado. “Tudo bem que a lavoura de grãos, geralmente, é a mais produtiva dos sistemas integrados ILP, mas a pecuária, com os preços que conseguimos hoje pela arroba, também tem um retorno significativo”, completa.

    Fonte: Portal DBO/ Marina Salles

     



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