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  • Palestra enfoca as mudanças climáticas e a pecuária

    21/10/2021
    A pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Cristina Genro proferiu palestra sobre Pecuária e as Mudanças Climáticas, no dia 15, dentro da programação da 109ª Expofeira de Bagé.

    Na apresentação, que encerrou o ciclo de palestra do evento e foi realizada tanto de forma presencial como transmitida pelas redes sociais, a pesquisadora relatou as pesquisas realizadas para o monitoramento da emissão de gases de efeito estufa (GEE) na pecuária no bioma Pampa, bem como recomendações para a mitigação na emissão desses gases pela atividade.

    De acordo com a pesquisadora, todas as atividades agropecuárias estão buscando por uma maior sustentabilidade nos sistemas de produção, com desafios sociais, econômicos e ambientais. Em relação às questões ambientais, a emissão de gases de efeito estufa é um problema que preocupa os pecuaristas, uma vez que a atividade é colocada como uma das responsáveis pelas mudanças climáticas. “Há um certo exagero no papel da pecuária nesse processo, especialmente quando olhamos a atividade no Brasil e mais especificamente no bioma Pampa. Dentro das informações sobre esse papel, muitas vezes temos outros interesses, principalmente comerciais, uma vez que a nossa pecuária é muito competitiva em preços”.

    Porém, segundo Cristina Genro, é possível mitigar a emissão de GEE pela pecuária brasileira, especialmente pelo manejo nas propriedades. “Pesquisas mostraram que com um manejo correto das pastagens e dos animais é possível alcançar um balanço negativo do carbono. Ou seja, a atividade consegue capturar mais carbono e estocar no solo em maior quantidade do que emite na natureza”. De acordo com a pesquisadora, medidas até simples como o controle da altura das pastagens contribui de forma muito positiva para alcançar esse objetivo. Para a grande maioria de espécies de forrageiras utilizadas na Região Sul a Embrapa tem estudos que indicam a altura ideal para a entrada e saída de animais nas pastagens, garantindo assim um processo que leva a uma maior estocagem que permite mitigar a emissão dos GEE. “Pastagens bem manejadas podem ser um grande sumidouro de carbono”.

    A adoção de outras tecnologias também pode contribuir para uma produção mais sustentável na pecuária em relação às mudanças climáticas. Entre elas a pesquisadora destacou a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), um sistema que proporciona maior sustentabilidade utilizando em um mesmo espaço culturas agrícolas, animais e componentes arbóreos. Cristina Genro também falou sobre a tecnologia desenvolvida pela Embrapa Pecuária Sul, o Pasto sobre Pasto, que tem como base não deixar o chamado vazio forrageiro nos períodos entre as estações do ano, utilizando diferentes espécies de forrageiras com ciclos e características complementares de produção. “Além da questão ambiental, essa tecnologia também propicia um maior ganho de peso animal. Com isso é possível abater o animal em menos tempo, contribuindo para a redução na emissão de GEE”.

    Além disso, a pesquisadora apontou também que o uso de leguminosas nas pastagens pode contribuir no processo de mitigação, uma vez que essas plantas deixam no solo nitrogênio, possibilitando a diminuição do uso de fertilizantes químicos, que é um dos emissores de GEE. Nesse sentido, Genro salientou o programa de melhoramento de forrageiras da Embrapa, que já disponibilizou para os produtores diferentes cultivares, principalmente de leguminosas, mas também de gramíneas, que possibilitam um planejamento forrageiro e maior eficiência nos sistemas de produção. Outra ação apontada pela pesquisadora é o uso de suplementos alimentares, utilizando produtos presentes na região, como os restos dos processos de produção da vitivinicultura e da olivicultura. “Na Embrapa estamos iniciando estudos para recomendar formulações utilizando esses produtos, garantindo uma nutrição de qualidade para os animais e com custos mais reduzidos”.

    Por: Fernando Goss (1065 MT/SC) Embrapa Pecuária Sul

     



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