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  • O Brasil que segue evoluindo

    05/10/2015
    Grupo mineiro inova na ampliação da produção de leite com conceitos modernos de sustentabilidade.

    Num cenário em que não se vê luz no fim do mandato, há quem trabalha para reerguer o gigante em recessão. O pessimismo generalizado da economia brasileira – não por acaso – alastra-se por diversos segmentos, mas a atividade agropecuária segue investindo e inovando.

    Em evento realizado no dia 23 de setembro, na sede de uma fazenda centenária, em Passos (MG), o ex-ministro da Agricultura, Dr. Roberto Rodrigues, a partir de dados da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e a FAO (Organização da ONU para Alimentação e Agricultura) afirmou que a oferta mundial de alimentos tem de crescer 20% até 2020 para garantir a segurança alimentar. “Para que a oferta cresça 20, o Brasil precisa avançar 40%. Temos terra disponível, gente competente e tecnologia tropical de ponta”, argumenta. 

    Neste mesmo evento, na presença de lideranças do setor o Grupo Cabo Verde lançou a primeira ordenha carrossel projetada exclusivamente para animais Girolando - raça que representa a maior parte da produção leiteira nacional.  Um projeto inovador, no qual a tecnologia possibilita a exploração da atividade leiteira de maneira sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental.

    Conceitos sustentáveis

    O novo projeto da Fazenda Santa Luzia - unidade de produção de leite do Grupo Cabo Verde – reúne as mais avançadas tecnologias, que interligam conceitos com foco em racionalidade de mão de obra, produtividade, qualidade do leite e sustentabilidade. A expansão funciona em uma área de 65 hectares irrigados por pivô central. No centro dessa área foi construída uma sala de ordenha carrossel, toda automatizada, com 40 postos e capacidade para ordenhar de 200 a 240 vacas por hora. Quando o animal entra no carrossel, um sensor faz a leitura do número do animal e, de acordo com a produção de cada um, determina a quantidade de ração a ser-lhe fornecida durante a ordenha. Conta ainda com portão automático de separação dos animais integrado com um moderno centro de manejo.

    Todos os dejetos gerados pela atividade são processados e reutilizados na irrigação das pastagens através dos pivôs, o que garante autossuficiência na adubação. As inovações contemplam ainda captação de água da chuva, tratamento de esgoto e geração de energia em biodigestores.

    Para financiar o projeto, o Grupo utilizou linhas de crédito do Inovagro e do ABC (Agricultura de Baixo Carbono). A opção pela produção de leite a pasto e o sistema de ordenha carrossel possibilitaram a redução do custo de produção, como aponta Maurício. “Desenhamos a exploração com irrigação, pois uma de nossas fragilidades é a variação climática, que hoje é muito acentuada. Temos o pasto, mas se não há chuvas não temos alimento. Decidimos, então, por ter mais segurança e garantir os custos de produção.”

    O futuro em dobro

    “Atualmente, estamos produzindo 28 mil litros diários com 1.500 vacas em lactação, sendo que no projeto novo, são 550 em ordenha, mas devemos chegar a 700 até o final do ano, estabilizando a produção em 30.000 litros/dia. Uma segunda etapa do projeto está em estudo, com previsão de implantação prevista para 2018, contemplando mais uma sala de ordenha carrossel e alojamento de mais 700 vacas, numa área de 62 ha irrigados por pivô central (já em funcionamento), chegando a 2500 vacas em lactação o que nos fará atingir a produção média de 40 a 45.000 litros/dia”, descreve Maurício Silveira Coelho, gestor da Fazenda Santa Luzia.

    O contexto econômico é desafiador, mas o Brasil tem vocação agrícola. Os números robustos do agronegócio mostram que, muito mais que não desistir do Brasil, é preciso valorizar quem sempre fez - e faz - por esta terra. Só em 2014, o sistema agroindustrial brasileiro foi responsável por movimentar R$1,18 trilhão - ou 24% do PIB -, e foi responsável por 30% da manutenção do emprego e 43% do volume de exportações nacionais, de acordo com dados da FGV/EESP (Escola de Economia de São Paulo). 

    O exemplo de otimismo, inovação e empreendedorismo do Grupo Cabo Verde será seguido por quem busca gestão sustentável e produção em grande escala.  Essa somatória gera empregos e riqueza organizada ao País e o equipara àqueles onde os tributos refletem em incentivo aos homens do campo. Mesmo sem poder contar com uma política clara de incentivo e proteção que garanta aos agropecuaristas brasileiros as mesmas condições de seus concorrentes estrangeiros, o setor se reinventa a cada safra, superando recordes de produção. O Brasil tem um time nos campos que há muito não perde de goleada.

     Fonte: Berrante Comunicação



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