• Sustentabilidade
  • O arroto do boi

    06/07/2016
    Durante a conferência da ONU sobre mudanças climáticas realizada em Copenhage em 2009, um grupo de manifestantes distribuía panfletos, afirmando que 82% do aquecimento global cessaria se as pessoas deixassem de comer carne.

    Arno Schneider*

    Outros dados com consequências catastróficas com relação a emissão de metano pelos ruminantes, são divulgadas periodicamente pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) e ONGs ambientalistas.

    No mundo digital de hoje, onde as informações correm rapidamente, é muito importante saber distinguir uma preciosidade de uma asneira. Infelizmente isto acaba deturpando o ensino nas escolas e influenciando a imprensa mais descuidada que não questiona estas ideias.

    A hipotética mudança climática é um problema recente. Modelos matemáticos computacionais utilizados nos prognósticos e suposições, ganham rapidamente veracidade. Ainda falta muito para ser descoberto pela ciência. Desde Malthus, a 200 anos atrás, os profetas do caos sempre se deram mal. A ciência sempre soube resolver os problemas da humanidade.

    Vejamos o gás metano (CH4) na pecuária, oriundo de fermentação anaeróbica dos ruminantes, onde o alimento é fermentado, produzindo o gás metano que acaba sendo arrotado pelo boi para a atmosfera.

    Segundo os cientistas, o metano é um dos gases de efeito estufa, 23 vezes mais potente em seu efeito que o CO2. Conclusão: a pecuária afeta o clima da terra.

    Segundo o IPCC a emissão de metano pelos ruminantes seria responsável por 9% do aquecimento global.

    Estudos recentes, porém, indicam que as coisas não são bem assim.

    • O metano é 23 vezes mais potente que o CO2 se considerarmos um sistema fechado. Na atmosfera, porém, o calor se irradia em todas as direções de modo que só uma parte do calor é irradiado de volta para a superfície do planeta. Considera-se na pratica que o metano é apenas 4 a 5 vezes mais potente que o CO2 como gás de efeito estufa e não 23 vezes como é divulgado.
    • Na engorda de bois são usados, de uma maneira já generalizada tanto na ração quanto no sal mineral, aditivos chamados ionóforos, que modificam a população das espécies de bactérias do rumem, promovendo uma redução na produção de metano e consequentemente uma menor emissão deste gás. A energia que seria arrotada passará agora a ser digerida pelo boi. Bom para o ambiente e para o pecuarista.
    • Faz 25 anos que o teor de metano não aumenta na atmosfera. Não se conhece bem a causa. É possível que o metano chegou no seu nível de saturação nas condições de temperatura e pressão da atmosfera.
    • Nas calculadoras do IPCC e das ONGs ambientalistas, só existe o sinal de adição. Eles consideram somente a emissão de carbono pelo arroto do boi, ignorando o sequestro promovido pelas gramíneas através da fotossíntese. Quanto mais vigorosos os pastos, mais sequestro de carbono haverá.

    Somente estas 4 condições acima, indicam que a influência da boiada no aquecimento global, que já não era tão grande como divulgada, cairá no mínimo em dez vezes.

    Se juntarmos a isso, a implantação em 10% da área de pastagens de um sistema silvi-pastoril poderíamos “arrotar grosso” dizendo que a nossa pecuária de corte em relação ao sequestro/emissão de carbono, possui um saldo positivo.

    Portanto, pode continuar comendo o seu bife diário e seu churrasco domingueiro sem nenhum peso na consciência.

    * Arno Schneider é Engº Agrº e Pecuarista

    Fonte: Acrimat



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  • Comentários (4)



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