• Nutrição
  • Matsuda lança novas cultivares de Brachiaria e Panicum

    17/04/2015
    Em evento realizado no último dia 8 de abril, que contou com a presença de autoridades, produtores rurais e técnicos agropecuários, o Grupo Matsuda apresentou duas novas gramíneas forrageiras, as cultivares de Panicum maximum MG12 Paredão e de Brachiaria brizantha MG13 Braúna, que já se encontram devidamente registradas e protegidas junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, selecionadas a partir do banco de seu próprio banco de germoplasma.

    Apresentação do canteiro da MG 12 Paredão. Fotos: Felipe Moreira

    Para Jorge Matsuda, presidente do Grupo, esse é o resultado “de mais de 10 anos de pesquisas no desenvolvimento dessas novas plantas, dentro da proposta da empresa na busca constante por novos materiais, seguindo a tendência de inovação da pecuária tropical, na evidenciação de altas produtividades, conseguidas sempre com vistas à sustentabilidade”. Ainda segundo o empresário, “a empresa sempre esteve atenta às necessidades dos produtores e da sociedade. Por isso, tem investido prioritariamente no desenvolvimento de novas tecnologias, em todas as áreas em que atua. Quer na produção de sementes para pastagens, quer na formulação de suplementos minerais para nutrição animal e também nas demandas exigidas pelos produtores para a melhoria de seu rebanho, maior produtividade e rentabilidade”. 

    Com mais de seis décadas no mercado e líder mundial na produção e comercialização de sementes para pastagens tropicais, o Grupo Matsuda tem investido constantemente na busca de novos produtos através da pesquisa e do melhoramento genético. Os trabalhos, a cargo do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento, tem resultado em seguidos lançamentos de novas cultivares de forrageiras tropicais, a exemplo do híbrido "Áries", um Panicum lançado em 2003 e até hoje largamente utilizada pelo mercado. A pesquisa e o melhoramento genético são realizados nas mais diversas regiões do país, o que contribui para a geração de plantas adaptadas aos variados ecossistemas e alto potencial forrageiro.

    MG 12 Paredão, em campo experimental

    MG12 Paredão

    A cultivar MG12 Paredão, tem como principal característica a alta produção de forragem, com folhas bastante compridas e largas, quando comparada à Mombaça,. Apresenta rebrota vigorosa, rápida e uniforme, além de boa tolerância à seca, quando comparada a outras cultivares de Panicum existentes no mercado. Outra característica importante é a alta palatibilidade, resultando em altas produções de carne e leite. Durante os anos de testes sob pastejo e de corte, não foi verificado sintomas de ataques nas plantas, e muito menos a presença de ninfas e adultos de cigarrinhas.  A explicação técnica para este fato é a ocorrência de antibiose e a maciça presença de joçal na base das plantas, o que, acredita-se, confere a esta cultivar determinada tolerância ao ataque desse inseto. A presença do joçal também contribui no manejo da forrageira, evitando o superpastejo pelos animais.

    É recomendada tanto para pastejo direto como para corte, bem como, em face da grande quantidade de folhas, para silagens.

    A MG-13 Braúna

    A cultivar MG13 Braúna, segundo o departamento de Pesquisa e Desenvolvimento, é uma cultivar de Brachiaria brizantha de rápida rebrota, com boa produção de forragem, bem distribuída e boa qualidade nutricional. Apresenta ainda melhor adaptação à seca e ao veranico quando comparada à MG-4. Seu hábito de crescimento mais prostrado proporciona melhor cobertura do solo. Recomenda-se seu uso para as fases de cria, recria e engorda, não recomendada para equídeos.

    Essa cultivar perene apresenta crescimento decumbente, recomendada para solos de média a alta fertilidade com excelente tolerância a solos arenosos, possui intenso perfilhamento e boa relação folha-talo, com perfilhos finos, característica que permite facilidade de manejo e aceitabilidade pelos animais. Isso permite ainda a utilização para produção de feno.

    Outra aplicação importante da Braúna é a utilização no mercado agrícola para a formação de palhada, devido ao seu crescimento mais prostrado, talos finos e susceptibilidade ao glifosato, semelhante à Brachiaria ruziziensis, podendo ser utilizada também no sistema de integração Lavoura-Pecuária (iLP).

    MG 12 Braúna em campo experimental

    Sementes incrustadas

    As sementes dessas cultivares serão comercializadas através da tecnologia de revestimento “Série GOLD MATSUDA”, que  utiliza no tratamento polímero e fungicida, facilitando o plantio. Opcionalmente, a critério do cliente, no tratamento poderá ser adicionado inseticidas específicos.

    Jorge Matsuda ressalta que o Grupo Matsuda “sabe de sua responsabilidade para com nosso País e para o mundo e este lançamento é marcante para nós, pois representa uma oportunidade de imersão sobre o significado da marca Matsuda, nos segmentos da pecuária de corte e de leite; e de refletirmos sobre os imensos desafios que temos pela frente, para continuarmos crescendo comercialmente, e oferecendo produtos com alto índice de desempenho no campo, seja em termos de produtividade do rebanho, seja em rentabilidade para o pecuarista, mas priorizando a sustentabilidade na pecuária”.  O presidente do Grupo Matsuda destaca ainda “o papel que o Brasil tem como protagonista, pois é o único país do mundo com condições climáticas, solo fértil, grande quantidade de terras e água em abundância, para tomar para si o papel de alimentar o mundo”.

    DESCRITIVO TÉCNICO:

    MG12 Paredão:

    Nome científico: Panicum maximum

    Origem: Genética Matsuda

    Fertilidade do solo: Alta

    Forma de crescimento: Touceira ereta

    Altura da planta: 1,80 a 2,00 m

    Utilização: Pastejo direto e silagem

    Digestibilidade “in vitro”: 55 a 59%

    Palatabilidade; Excelente

    Tolerância à seca: Alta

    Tolerância ao frio: Média

    Teor de proteína na matéria seca: 7 a 16%

    Produção de forragem: 30 a 35 t/ha/ano de MS

    Ciclo vegetativo: Perene

    Cigarrinha das pastagens: Tecnicamente tolerante, devido à antibiose e a presença de joçal na base

    MG13 Braúna:

    Nome científico: Brachiaria brizantha

    Origem: Genética Matsuda

    Fertilidade do solo: Média a Alta

    Forma de crescimento: Touceira decumbente

    Altura da planta: 0,9 m

    Utilização: Pastejo direto e fenação

    Digestibilidade “in vitro”: 51 a 53%

    Palatabilidade: Boa

    Tolerância à seca: Excelente

    Tolerância ao frio: Média

    Teor de proteína na matéria seca: 8 a 12%

    Produção de forragem: 8 a 12 t/ha/ano de MS

    Ciclo vegetativo: Perene

     

     

     



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