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  • Mastite clínica: dúvidas frequentes

    05/11/2014
    A mastite é a doença que mais traz prejuízos à pecuária de leite. Esta é a inflamação da glândula mamária geralmente causada pela infecção bacteriana.

    Na sua forma clínica, a mastite é visualizada através de alterações no leite (presença de coágulos) e/ou no úbere (inchaço e vermelhidão). Na sua forma severa o animal apresenta sintomas sistêmicos podendo levar até a morte. Diversas vezes nos deparamos com comentários e dúvidas de produtores e técnicos sobre esta doença. Abaixo abordaremos duas dessas perguntas.

    1) Quanto custa um caso de mastite clínica?

    Geralmente como parte da explicação para esta pergunta deparamos com técnicos e produtores calculando os valores gastos com medicamentos e descarte de leite. Obviamente não existe uma resposta única, pois depende do nível de produção do animal acometido, estágio de lactação, severidade do caso, etc. Porém, na média dos casos devemos levar em conta os itens de custo abaixo:

    Figura 1: Perdas devido à mastite clínica

    O principal item de custo a ser levado em consideração é a perda na produção de leite decorrente da lesão do tecido mamário. Esta queda na produção ocorre tanto durante o caso clínico quanto no restante da lactação deste animal e é normalmente negligenciada pelos produtores, pois é uma perda que não conseguimos visualizar facilmente na maioria dos casos. Estima-se que o custo médio de um caso de mastite clínica em rebanhos de alta produção esteja em torno de R$200,00 a 300,00.

    2) Como posso reduzir os custos com a mastite clínica?

    Se os prejuízos estão associados aos reflexos da doença no animal, obviamente o melhor a ser feito é uma boa prevenção da mastite. Os principais deveres seriam manter um ambiente limpo e uma boa rotina de ordenha. No entanto, para que possamos mensurar o quanto a mastite clínica está afetando o rebanho é fundamental que os casos sejam prontamente identificados e anotados. A identificação deve ser feita através do teste da caneca de fundo escuro anterior a cada ordenha onde os primeiros jatos de leite de cada teto devem ser inspecionados. Uma boa meta seria possuir menos 1% das vacas acometidas diariamente, ou seja, em um rebanho de 100 vacas em lactação possuir no máximo uma vaca com sinais de mastite clínica por dia.

    Fonte: Rehagro / Rural Centro

     


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