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  • Instituto Agroambiental reforça sinergias entre Produção e Ambiente

    05/05/2021
    Um debate virtual sobre o Agroambientalismo com a presença do ex-ministro e indicado ao Prêmio Nobel da Paz, Alysson Paolinelli, o escritor Jorge Caldeira e o pecuarista Caio Penido marcaram o lançamento do Instituto Agroambiental Araguaia no último dia 29 de abril.

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    O Instituto Agroambiental Araguaia, novo braço de operações da Liga do Araguaia, é um movimento de pecuaristas do médio Vale do Araguaia mato-grossense que fomenta a conscientização e adoção de práticas de pecuária sustentável na região. O novo Instituto será o grande responsável pela difusão da abordagem agroambientalista em nosso modelo de desenvolvimento, além de responder pela operação e administração da própria Liga do Araguaia. Entra as empresas apoiadoras da iniciativa estão Elanco, Cargill, Friboi, Sumitomo e Zooflora, que escolheram patrocinar esta iniciativa.

    De acordo com José Carlos Pedreira de Freitas, Coordenador Executivo do Instituto, o objetivo maior será “agregar à dimensão do agro brasileiro sua dimensão ambiental, no exercício diário do entendimento de que ambos estão totalmente conectados, trocando benefícios entre si, criando valor e vantagens competitivas”. O Instituto terá também a importante missão ser um dos porta-vozes do movimento Agroambiental para a sociedade em geral, indicando e fortalecendo a privilegiada condição natural do Brasil Potencia Agroambiental. Em sua pauta, objetivamente, estão questões como produtividade e resultado, com foco na gestão da produção e de boas práticas agropecuárias, redução de emissões de gases de efeito estufa; Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), diversificação, inclusão e comunicação.

    Entenda a temática

    Tema emergente, o Movimento Agroambiental consiste em “uma abordagem conjunta e simultânea das dimensões produtivas e ambientais do agro brasileiro, a partir do reconhecimento dos ativos presentes em cada uma dessas dimensões”, afirma o coordenador. Ele lembra que uma fazenda não é constituída apenas por suas culturas e criações; ou ainda apenas por sua vegetação nativa, rios e seu grupo de pessoas. “A fazenda é um todo e olhar este todo de forma integrada é assegurar sua otimização e o respeito aos limites dos sistemas naturais e sociais”. Ao analisar a dimensão produtiva, Pedreira lembra o avanço conquistado pelo agro tropical brasileiro nos últimos cinquenta anos, com tecnologias pioneiras voltadas para o aumento sustentável da produção, atendendo hoje quase um bilhão de pessoas no mundo todo, contribuindo para assegurar a segurança alimentar e a paz.

     

    Em complemento, na dimensão ambiental, lembra-se do ativo natural representado por mais de 65% do seu território mantido sob vegetação nativa, além do potencial de mitigação dos gases de efeito estufa a partir de tecnologias de baixa emissão, contribuindo para a redução do aquecimento global. Esta sinergia pode ser demonstrada por um dos seis projetos em implantação pela Liga do Araguaia, finalizado recentemente, denominado “Carbono Araguaia”. Com resultados divulgados em março último, confirmou-se a capacidade de redução de gases de efeito estufa dos nossos modelos tropicais de intensificação na pecuária de corte. Foram reduzidas 113.928 ton CO2 equivalente de emissões, a partir de metodologia reconhecida e validada internacionalmente, além da melhoria em indicadores produtivos como a recuperação de 43 mil ha de pastagens; aumento do rebanho de 73.127 para 107.048 cabeças e lotação que passou de 0,89 cab/ha para 1,4 cab/ha no período de apenas cinco anos do projeto.

    Movimento de pecuaristas

    Em todas suas iniciativas, a pluralidade é uma marca do movimento Liga do Araguaia, tanto que o grupo responsável pela fundação do Instituto Agroambiental Araguaia é constituído por dez pecuaristas que atuam na região. São eles Alexandre de Cico Annicchino (Fazenda Água Preta), Braz Custódio Peres Filho (Fazenda Sucuri), Caio Penido Dalla Vecchia (Agropecuária Água Viva), Carlos Roberto Della Liberal (Fazenda Paraná), Carmen Maria Bruder da Fonseca (Fazenda Entrerios), Frederico Simioni (Macucão Agropecuária), José Ricardo Lemos Rezek (Agropecuária Rica), Mario Buri (San Carlo Agropecuária),  Raul Almeida Moraes Neto (Fazenda Santa Rita) e Pelerson Penido Dalla Vecchia (Agropecuária Roncador). Ao grupo inicial de fundadores se agregarão membros plenos e efetivos participantes do movimento Liga do Araguaia, que conta atualmente com 62 fazendas participantes dos seis projetos em andamento ou finalizados pela Liga.

    Sobre a Liga do Araguaia

    Desde 2015 a Liga do Araguaia lidera um movimento pela adoção de práticas de pecuária sustentável no Vale do Araguaia mato-grossense. Seu objetivo é promover o desenvolvimento econômico e social da região, por meio do aumento da produtividade e renda, respeitando a legislação vigente e os limites dos sistemas naturais. As 62 fazendas que o compõem o movimento correspondem a 149.000 hectares de pastagens com 47.000 hectares em processo de intensificação e um rebanho estimado de 130 mil cabeças. Mais informações em “www.ligadoaraguaia.com.br” ou nas redes sociais @ligadoaraguaia.

    Fonte: AgroRevenda com curadoria Boi a Pasto.

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