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  • História da Raça: Tucura

    14/09/2015
    Essa raça tão peculiar corre risco de extinção, há apenas 500 indivíduos considerados puros em todo o País e são monitorados por pesquisadores.

    A raça Tucura ou bovino Pantaneiro passou por quinhentos anos de seleção natural no Brasil, pois foi trazida da Europa ainda na época do descobrimento e surgiu com a adaptação às condições do Pantanal.

    Este bovino é rústico e resistente, pois suporta fatores desfavoráveis em termos de clima e nutrição e mesmo assim consegue manter altas taxas de reprodução. O animal também apresenta outras características como cascos resistentes a longos períodos de pastejo em áreas alagadas, habilidades maternas, mansidão, etc.

    Os cruzamentos aleatórios com outras raças foi um dos fatores que contribuiu para que a linhagem quase se perdesse. Essa raça possui outros diferenciais como a suculência e maciez da carne, além de ter um custo de criação menor, ter fácil manejo e boa resistência carrapatos e verminoses.

    O gado Tucura pode ser um nicho comercial interessante, pois tem ligação com o Pantanal, que aguenta o calor do bioma, produzindo produtos diferenciados. Ainda possui valores culturais e sociais agregados, pois valoriza a região pantaneira e pode incentivar o trabalho de produtores locais.

    A Embrapa Pantanal possui um Núcleo de Conservação da raça e desenvolve pesquisas com esse gado. O núcleo fica no Pantanal da Nhecolândia e tem o objetivo de conservar o material genético do animal, o banco possui cerca de 13 mil doses de sêmen de touros Tucura.

    O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento- MAPA já recebeu da associação dos produtores o pedido de registro da raça, o que trará mais credibilidade e visibilidade à criação do gado Pantaneiro.

    As pesquisas com esses animais já trazem resultados, segundo estudos da Embrapa Pantanal, a vaca Tucura tem uma produção leiteira acima da média de Mato Grosso do Sul, chegando a cerca de 5,1 kg/dia. Ostras pesquisas mostram desmame de bezerros com 200 quilos.

    Realmente, os exemplares dessa raça têm muito o que agregar à pecuária nacional e devem incrementar o material genético do rebanho brasileiro.

    Fonte: Gabriela Borsari  / AgroEditorial / Rural Centro

     



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