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  • Grupo Matsuda recebe prêmio intrernacional por apoio a projeto ambiental

    15/12/2017
    Todos os anos, milhões de tartarugas da Amazônia desovam nas areias do Rio Guaporé.

    O Grupo Matsuda recebeu, no final de novembro, em São Paulo, o prêmio Águia Americana, conferido pelo INQS - Instituto Nacional da Qualidade Social, pelo apoio ao projeto Quelônios do Guaporé, desenvolvido no rio Guaporé, Rondônia, pela Associação Comunitária Quilombola e Ecológica Vale do Guaporé – Ecovale. Essa ONG foi criada por ribeirinhos quilombolas e  trabalha pela preservação das tartarugas da Amazônia. Anualmente, eles acompanham o processo de desova até o nascimento. Quando o projeto começou, as tartarugas estavam praticamente extintas no Vale do Guaporé.

    A premiação conferida pelo INQS ao Grupo Matsuda e à Ecovale é em reconhecimento pelas ações voltadas para a recuperação e preservação de bens naturais. Jorge Matsuda, presidente do Grupo Matsuda, disse, ao receber o prêmio, que “a Ecovale, com esse projeto, vem defendendo a fauna brasileira e praticando a cidadania social, em prol das tartarugas, dos tracajás e de muitas outras espécies animais. O Grupo Matsuda sente-se honrado em participar desse projeto, que contou com o apoio e colaboração da Distribuidora Matsuda em Ji-Paraná, na pessoa de seu representante, Paulo Góes, que conduziu esse projeto para que se torne realidade”.

    Todos os anos, milhões de tartarugas da Amazônia desovam nas areias do Rio Guaporé. O rio faz fronteira com a Bolívia e tem mais de 50 quilômetros de praias. Nessa época do ano, elas se transformam em uma espécie de maternidade para milhões de tartaruguinhas. Durante a madrugada, as fêmeas começam a sair dos rios em busca do melhor lugar para cavar os ninhos. Cada uma das tartarugas bota de 70 a 150 ovos. Imagens feitas por ribeirinhos mostram mais de mil tartarugas em uma única praia. Quando o dia amanhece é possível ver a quantidade de buracos ou ninhos que fizeram. Segundo estimativas da Ecovale, 30 mil tartarugas desovaram nas principais praias este ano.

    Nesta temporada, Ecovale já mapeou os ninhos e agora vigia o rio para impedir a ação dos caçadores. Quando as tartarugas nascem, são transferidas para um berçário, nas instalações da ONG, onde devem ficar até ganharem mais força. Dessa forma, as chances de sobrevivência aumentam 15 vezes.

    No dia 17 de dezembro, a Ecovale irá promover a soltura de 1,5 milhão de tartarugas, num evento que atrai toda a comunidade, principalmente alunos das escolas da região. Segundo José Soares Neto, coordenador da Ecovale, a meta deste ano é superar a soltura de 4 milhões de filhotes.

    No Brasil, as tartarugas da Amazônia e os tracajás têm tido um pouco mais de sorte, quando se fala de animais na lista de extinção. Isso se deve a ações como as desenvolvidas pela Ecovale, que agora conta com o apoio do Grupo Matsuda. O projeto Quelônios do Guaporé recebe ainda grande apoio da população ribeirinha de Costa Marques, município rondoniense onde fica a sede da Ecovale, do Batalhão Ambiental de Rondônia e do próprio Ibama.

    Fonte: Matsuda / TaxiBlue



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