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  • Governo autoriza abate de vacas prenhas em protocolo de bem-estar animal

    03/08/2021
    Novas regras ampliam período máximo de gestação permitido para abate de fêmeas grávidas e preveem protocolo para o descarte dos bezerros

     

    Uma portaria publicada pelo Ministério da Agricultura no final de julho atualizando as normas técnicas federais de manejo pré-abate e de abate humanitário pegou de surpresa fiscais agropecuários e órgãos de proteção animal ao incluir, entre os protocolos de bem-estar animal, parâmetros para o abate de animais prenhes.

    Embora já fosse autorizado o abate das vacas em qualquer tempo de gestação, a prática foi regulamentada pelo novo protocolo de bem estar animal para fêmeas que estejam com até 90% da gestação completa – o que no caso de vacas, equivaleria ao oitavo dos nove meses de gestação.

    “O que a gente esperava de uma portaria de abate humanitário é que fosse proibido o abate de vacas na fase final de gestação. Mas. para a nossa surpresa, a portaria regulamentou o abate de vacas em fase final de gestação”, comenta a fiscal estadual agropecuária do Rio Grande do Sul, Raquel Cannavô.

    Com seis anos de atuação na fiscalização de frigoríficos, ela lembra que até 2017 a legislação vedava a destinação de carcaças de fêmeas abatidas prenhes para o consumo in natura, o que desestimulava a prática.



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