• Nutrição
  • Gordura protegida para animais a pasto

    12/03/2015
    Decidir a correta suplementação para animais a pasto não é uma tarefa fácil. Dentre muitas oportunidades, a utilização de gordura protegida pode ser uma alternativa para alcançar ganhos de peso interessantes do ponto de vista financeiro.

    Marcelo Hentz Ramos*

    Para ajudar a entender um pouco mais sobre a suplementação de gordura protegida para animais a pasto, pesquisadores da Unesp, Unifeb e APTA realizaram um experimento com 150 bovinos meio sangue Nelore/Angus. Os animais foram colocados em uma área de 39 hectares contendo pasto de Tanzânia durante os meses de dezembro a junho (chuvas). Os tratamentos utilizados foram: SM – sal mineral somente, SUP – suplementação protéico-energética (0,3% PV) e SUPG – suplementação protéico-energética com adição de gordura protegida (0,3% PV). O ganho de peso dos animais foi de 1,070; 1,113 e 1,160 kg/d para os tratamentos SM, SUP e SUPG respectivamente. Os dois suplementos (com ou sem gordura) obtiveram maiores ganhos quando comparado a somente sal mineral.

    Um ponto muito importante quando da utilização de gordura protegida para animais a pasto é a possível queda na utilização de pasto dos animais. Dentre inúmeras oportunidades de gorduras presentes no mercado brasileiro para utilização em suplementos, o impacto na digestibilidade da fibra do capim é muito variável. Um ponto de extrema importância e muito comum observado quando gordura é utilizado no suplemento, é o menor consumo dos animais, tornando-os mais eficientes.

    Em sistemas a pasto a mensuração do consumo de matéria seca é muito difícil e por isso reportada muito raramente. Entretanto, uma análise financeira da utilização ou não de gordura para suplementar animais consumindo pasto de boa qualidade (chuvas) deve levar em consideração uma queda no consumo de matéria seca.

    Podemos concluir que a utilização de gordura protegida em suplementos de animais consumindo pasto de boa qualidade resulta em ganhos semelhantes ao suplemento proteíco-energético. Entretanto, se levarmos em consideração uma possível queda no consumo de pasto, a utilização da mesma pode ser interessante do ponto de vista financeiro.

    Adaptado de: Uso de gordura protegida na suplementação a pasto durante a recria de bovinos de corte. Desempenho durante a estação de águas. F. D. Resende, G. R. Siqueira, A. R. C. Rodrigues, L. Custódio, L. H. Ferreira, T. Salomão, R.  L. Sampaio. Revista brasileira de Zootecnia, 14 de julho de 2009.

    * Marcelo Hentz Ramos – PhD é diretor da 3rlab

    Fonte: Rural Centro



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