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  • Fazenda obtém ganho de 20% na produtividade com terceira ordenha robotizada

    18/08/2021
    Propriedade da família Rigon fica em São José do Cedro, extremo oeste de Santa Catarina, e conta com 63 vacas em lactação

    No extremo oeste de Santa Catarina, na cidade de São José do Cedro, está a propriedade da família Rigon, a Fazenda Rigon – Linha Santo Isidoro. Atualmente, com um plantel de 63 vacas em lactação sendo ordenhadas pelo robô Lely Astronaut há seis meses, a fazenda já obteve ganho em 20% na produtividade.

    A região conta com mais de mil propriedades rurais e, deste total de fazendas, 90% trabalham diretamente com a atividade leiteira. Este segmento no campo tem passado por inúmeras transformações ao longo do tempo com novas tecnologias que focam em uma pecuária cada vez mais sustentável – oferecendo qualidade de vida tanto para o produtor quanto para os animais. Na propriedade da família Rigon, essas mudanças já estão sendo percebidas de perto.

    Com a aquisição da ordenha robotizada da Lely, empresa que oferece soluções em automação para praticamente toda a atividade leiteira, a família Rigon verificou o bem-estar animal que se reflete em mais saúde e maior produtividade.

    "A ordenha robotizada superou as nossas expectativas, especialmente em relação à produtividade dos animais", comenta o proprietário da fazenda e produtor Alexandre Rigon. Ele explica que a produtividade não está relacionada apenas com o volume de leite, cuja ordenha aumentou de 2 para 3.1, em média, mas também com a saúde do animal, diminuindo o número de mastites no plantel. "É um ponto interessante de melhora, além da produtividade", pontua.

    Segundo o produtor, além desses números positivos, os dados gerados diariamente pelo sistema de gestão do robô melhorou o gerenciamento da fazenda. "A anotação no papel é instantânea, com os relatórios do robô é diferente, porque oferecem mais embasamentos para a tomada de boas decisões estratégicas", avalia.

    Rigon menciona que os dados de cada ordenha são valiosos, pois são capazes de identificar qualquer alteração no leite, como cor e temperatura, que são consequências de um eventual desenvolvimento de alguma infecção na vaca, sempre comparando os dados das vacas com elas mesmas nas diversas ordenhas. "O sistema indica qual o animal que precisa de atenção e qual o motivo, fazendo com que a tomada de decisão seja mais rápida", explica. Desta forma, o gerenciamento oferece ferramentas para selecionar as vacas com maior produção, as de maior fertilidade, além das informações gerais de uma vaca em sua ficha, como produção total de leite em sua vida produtiva e reprodutiva como números de inseminações e intervalo entre partos. "Todos os dados ficam registrados no sistema, o que auxilia muito no dia a dia", completa.

    Rigon detalha ainda que a motivação para o investimento no robô, foi a necessidade de mão de obra. "As ordenhas sempre foram feitas pela família, nunca por terceiros e para suprir as novas necessidades, resolvemos investir na ordenha robotizada". Ele acrescenta que o robô proporciona ainda ganho de tempo no trabalho. "Ganhamos entre 3 a 4 horas de trabalho por dia, o que nos dá um pouco de tranquilidade em aproveitar o tempo que pode ser usado para o lazer e descanso", finaliza o produtor.

    De acordo com o gerente do Lely Center que o atende, Marcos Borba, a empresa tem apoiado o produtor da Fazenda Rigon nesse processo de transição e desempenho.

    Por: Divulgação com curadoria Boi a Pasto.



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