• Conjuntura
  • Falta de gado para abate e aumento das exportações deixam carne bovina mais cara

    20/10/2020
    Nem mesmo a atual recessão econômica, a queda do emprego e a redução do auxílio governamental têm limitado o aumento do preço, aponta o Cepea.
    Foto: Divulgação.
     
    O preço da carne bovina negociada no mercado atacadista em São Paulo continua subindo, apontou estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os principais motivos são as seguidas altas da arroba do boi gordo – por causa da oferta restrita de animais para abate – e o crescimento das exportações.
     
    No dia 9 de outubro, a carne bovina atingiu o maior patamar nominal da série histórica medida pelo centro de estudos, negociada a R$ 17,16 o quilo. O Cepea observa que nem mesmo a atual recessão econômica, a queda do emprego e a redução do auxílio governamental têm limitado o movimento de alta nos valores da carne.
     
    “É preciso ressaltar que, em outubro, parte do varejo nacional também começa a formar estoques para a demanda de fim de ano, contexto que reforça a tendência de alta nos valores da carne”, observa o Cepea.
     
    Outros fatores que influenciam a valorização da carne bovina são os preços altos das principais carnes substitutas, a suína e a de frango. Segundo a equipe de suínos do Cepea, a oferta ainda restrita de animais em peso ideal para abate e o incremento na demanda por parte de frigoríficos seguem valorizando a carne suína e a de frango nas primeiras semanas de outubro.
     
    “Diante disso, este mês já vem sendo marcado pelo quinto período a registrar movimento consecutivo de alta nos valores do suíno vivo e da carne, que renovam os recordes reais em muitas praças e os nominais em outras”, destaca o centro de estudos.
     
    Quanto ao frango, a equipe de aves indica que as vendas internas e externas da carne estão aquecidas, o que impulsiona as cotações – o movimento de alta vem desde junho. Para alguns produtos e regiões, os preços já operam nos recordes nominais da série histórica, iniciada em 2004, mas ainda se mantêm abaixo das máximas reais, considerando-se a inflação do período.


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