• Manejo
  • Escassez hídrica impacta pecuária

    29/07/2021
    Medidas simples promovem eficiência no uso da água

     

    Esse período de escassez hídrica, que muitos estados atravessam, tem impacto direto na pecuária, afetando a produção de carne e leite. O déficit hídrico tem reflexos na diminuição da qualidade e quantidade de pastagem, redução das condições de bem-estar dos animais, dificuldade na manutenção das condições sanitárias de manejos, etc.

    Para o pesquisador Julio Palhares, especialista em recursos hídricos da Embrapa Pecuária Sudeste, algumas medidas podem contribuir para minimizar os impactos das produções animais no consumo de água. Para ele, o pecuarista deve agir para ser mais eficiente no uso da água. “O Brasil, em comparação com outros países e com os principais produtores de commodities agropecuárias, tem uma condição de conforto hídrico, mas que não é infinita e a manutenção depende das ações de hoje para garantir as produções de amanhã”, destacou.

    Em junho, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) publicou a Declaração de Situação Crítica de Escassez Quantitativa de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica do Paraná. De acordo com Palhares, essa bacia abastece vários estados produtores de alimentos no Brasil e grandes centros urbanos e industriais. “Ainda não há necessidade de restrições oficiais para consumo de água, como a irrigação e o abastecimento animal, mas em muitas fazendas essas restrições já estão presentes, e estamos no meio do período das secas. Esse panorama pode ficar mais grave”, alertou.

    O manejo hídrico dos sistemas de produção animal é o primeiro passo para promover a eficiência do uso da água.  Esse manejo é o uso cotidiano de práticas e tecnologias que conservem a água em quantidade e com qualidade.

    Algumas medidas têm custo zero, pois envolvem apenas mudanças comportamentais, como, por exemplo, fazer a raspagem do piso da sala de ordenha. Outras, o investimento é baixo: substituição de mangueira de fluxo contínuo por modelo de fluxo controlado, manutenção do piso e programa de detecção de vazamentos. O pecuarista deve fazer o manejo nutricional de forma precisa para os animais. A instalação de hidrômetros na propriedade para medir o consumo de água e de cisternas para captação da água da chuva são práticas que auxiliam para se conhecer os fluxos hídricos do sistema de produção e ter uma fonte alternativa de água.

    Segundo Palhares, o futuro será hidricamente mais desafiador para produção animal brasileira. “O quão grande será esse desafio, depende de nossas atitudes agora. Se internalizarmos o manejo hídrico em nossos sistemas de produção e promovermos a eficiência hídrica de nossos produtos, superaremos o desafio de forma tranquila”, conclui.

    Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste com curadoria Boi a Pasto.

     



  • Falta de assistência técnica é gargalo para atingir metas de metano e carbono

  • Firmados na COP26, pactos para diminuir emissão de gases de efeito estufa estão distantes de produtores que carecem de extensão rural pública

    + leia mais
  • Aumento de 35% na probabilidade de prenhez e 30% mais peso nos bezerros desmamados

  • Esses números são possíveis com o uso da suplementação alimentar específica para vacas durante o período reprodutivo

    + leia mais


  • Criação de sites