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  • Empresa mostra a evolução do capim forrageiro no brasil

    03/07/2019
    Canteiros agrostológicos foram semeados para mostrar a evolução dos cultivares de forrageiras desenvolvidas e comercializadas durante os últimos 40 anos, numa “linha do tempo” do capim forrageiro no Brasil

    Ao término da cerimônia de encerramento dos 70 anos do Grupo Matsuda, na Unidade Goiânia,  o público presente se dividiu em três grupos que se dirigiram aos campos agrostológicos e para conhecer  os novos lançamentos no segmento de nutrição bovina, com apresentações das novas formulações de suplementos minerais para gado de leite e de corte; o lançamento de um APP, orientando o uso dos suplementos destinados a vacas em lactação, novilhas à pasto e bezerros, além da segunda geração de suas sementes forrageiras Gold Star, incrustadas, e da semeadeira Show Junior.

    Canteiros agrostológicos foram semeados para mostrar a evolução dos cultivares de forrageiras desenvolvidas e comercializadas durante os últimos 40 anos, numa “linha do tempo” do capim forrageiro no Brasil.  Para o engenheiro agrônomo Alberto Takashi, coordenador do Departamento Técnico de Sementes do Grupo, “o mais importante é chegarmos aos 70 anos firmes no mercado, com a marca posicionada e convictos da satisfação dos nossos clientes”, disse ele. “E isso não tem preço”.  

    Linha do tempo das sementes - A produção de sementes para pastagens da marca Matsuda é o resultado de um empreendimento visionário e totalmente inovador, iniciado na década de 70, pelo diretor-presidente da empresa, Jorge Matsuda, e um pequeno grupo de funcionários, que, juntos, acreditaram no sonho de transformar capim em alimento – carne e leite – para o brasileiro e para o mundo.

    Na década de 70, capim era mato que crescia em beira de estrada, e gado era criado solto em invernada. A pecuária ainda era uma atividade incipiente, destinada ao suprimento básico de carne e leite dos próprios produtores, que vendiam o excedente nas suas regiões. O mercado de sementes para pastagens era muito rudimentar, sem nenhum profissionalismo. As sementes eram colhidas em cachos, ou rasteladas em sequeiros e ensacadas, sem nenhuma preocupação com a qualidade – teor de pureza, viabilidade, germinação, etc... Com essa iniciativa, a empresa alavancou um setor primário da economia, sendo a mola propulsora para transformar a paisagem rural do Brasil, estimulando o investimento nos negócios da pecuária, e transformando o País num dos maiores produtores e exportadores de carne e de leite do mundo.

    Leonardo Matsuda, Alberto Takashi e Manoel Olímpio, representante do MAPA

    Entre 1980 e 1981, a Matsuda colheu sua primeira produção de sementes Brachiaria Brizantha, que se tornaria famosíssima como Brizantão ou Engorda Boi, resultado de sua primeira pesquisa para o desenvolvimento de uma variedade forrageira resistente a cigarrinha. A produção, de 30 toneladas, plantadas em 12 alqueires, realizou-se em parceria com um produtor da região de Álvares Machado (SP), cidade há 580 km da capital do estado.  Não demorou muito para a Matsuda competir com os desenvolvedores institucionais, como a Embrapa, e logo vieram os vários lançamentos da Matsuda Genética (MG), como a braquiária MG-4, a MG-5 Vitória e a MG-13 Braúna.  A partir de 2003, os novos cultivares desenvolvidos e lançados pelo Grupo Matsuda passaram a ser assegurados, de acordo com a lei de proteção de cultivares. Assim, a genética Matsuda passou a ser exclusiva em capins como Atlas (2003), Áries (2003) e Carajás (2008) e leguminosas forrageiras como a Java (2003).

    A partir de 2015, o Grupo apresentou ao mercado cultivares de alto melhoramento genético, após mais de uma década de desenvolvimento, pesquisas, testes em ambientes controlados (casas de vegetação) e à campo, alguns desses em propriedades de pecuaristas parceiros. Assim, surgiram no mercado as forrageiras MG12 – Paredão, MG13 – Braúna, MG7 – Tupã e MG-11 – Tijuca. Essa evolução foi apresentada em canteiros durante sua amostra tecnológica dos 70 anos, em cada uma das unidades da empresa, além das sementes da série Gold Star, que apresentam a tecnologia de revestimento ideal para aplicações também em sistemas de ILP e/ou ILPF.  Logo mais, a marca estará lançando mais cinco novas cultivares, em processo de registro no Ministério da Agricultura. (MAPA).

    Lançamentos da Linha Leite - As novas formulações da linha leite vieram para fornecer opções de suplementos minerais para os mais variados sistemas produtivos e níveis de produção. Além disso, foram desenvolvidos produtos para as diferentes épocas do ano, como os proteinados para o período seco, os suplementos para os períodos de transição entre as águas e a seca, além da segmentação por categoria animal. As novas formulações foram criadas para aumentar as opções de utilização de produtos, visando sempre a maior lucratividade, por meio de melhor desenvolvimento dos animais jovens de uma propriedade como bezerras e novilhas, bem como das vacas em lactação, otimizando suas condições de saúde e reprodução, o que resulta num rebanho mais saudável e longevo. “Elas vêm para atender animais produzindo leite a pasto durante as diferentes estações do ano, vacas em sistemas intensivos de produção, bezerros em grande desafio imunológico e as futuras produtoras de leite da propriedade: as novilhas.  Os novos produtos também irão atender todas as categorias do rebanho leiteiro, dando opções para os diferentes sistemas produtivos e épocas do ano”, explicou Fernando A. N. de Carvalho, médico-veterinário do Grupo Matsuda, responsável pela pesquisa e formulação dos suplementos minerais da marca.

    Foram desenvolvidas formulações para as diferentes épocas do ano, segmentados por categoria animal.

    Já os aplicativos lançados pelo Grupo Matsuda consistem em mais uma ferramenta que a empresa disponibiliza no mercado. De acordo com as informações fornecidas na plataforma sobre as características de determinada propriedade, o produto mais indicado para uma determinada situação é informado ao produtor com mais segurança, pois a indicação vem com embasamento técnico. “Por meio de cálculos matemáticos e tabelas nutricionais, o programa calcula aproximadamente 600 possibilidades diferentes em segundos, para levar o produto mais indicado para determinada situação. Em associação com informações técnicas, os vendedores terão como melhor orientar os clientes, visando a garantia de maior rentabilidade na propriedade”, detalha Carvalho.

                                      Redação de Marisa Rodrigues, enviada especial a Goiânia (GO), pelo Grupo Matsuda. 



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