• Genética
  • Curso de melhoramento genético bovino acontece em outubro no MS

    12/09/2014
    Em fevereiro deste ano, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) apresentou o Plano Mais Pecuária com o objetivo de aumentar a produtividade da pecuária leiteira e de corte.

    Os Programas “Mais Leite” e “Mais Carne” são os eixos estruturantes do Plano, focados em diretrizes para o melhoramento genético animal e vegetal, a ampliação de mercado, a sustentabilidade, segurança e qualidade dos produtos e a incorporação de tecnologia, com capacitação e assistência técnica em manejo alimentar, saúde e nutrição.

     As metas do Programa Mais Carne são dobrar a produtividade e aumentar a produção em 40%, em dez anos, com previsão de exportação de três milhões de toneladas de carne bovina. O Brasil com abundância de recursos naturais, território e diversidade prepara-se para encarar tais desafios. Profissionais capacitados nas diversas áreas relacionadas à Ciência Animal, nessa perspectiva, são estrategicamente um fator de competitividade e um instrumento de aprimoramento do mercado. 

     Deste modo, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, membro do comitê gestor do Plano Mais Pecuária, realiza de 7 a 10 de outubro, em Campo Grande-MS, mais uma edição do Curso de Melhoramento de Gado de Corte - Geneplus, com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária e Ambiental (Fundapam), Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

     “Temos tecnologia disponível para alcançar as metas do Programa. É preciso trabalhar mais, transferir conhecimento e levá-los àqueles que atuam na cadeia produtiva”, afirma o pesquisador e coordenador da capacitação, Antonio do Nascimento Rosa. O melhorista expõe que os plantéis de seleção hoje no Brasil atendem, com animais superiores, no máximo 20% da demanda de touros e a maioria são animais provenientes do rebanho comercial e não submetidos a programas de melhoramento, com acompanhamento, avaliação e classificação. “Melhorou-se muito a produção, apesar disso, a pecuária, como um todo, carece de genética superior”. 

     Com mais de 30 anos de experiência, Antonio Rosa, explica ainda que a produção animal depende, principalmente, de dois insumos: o animal, representado pela genética; e o ambiente, pelas boas práticas de criação e os aspectos edafoclimáticos. Para ele, o produtor “pode melhorar as condições de ambiente, como acertos na taxa de desmame, por meio de ajustes no manejo, porém chegará um determinado ponto que o animal não terá genética suficiente para responder ao esperado ou o mercado demandará um produto diferenciado. A genética influencia fortemente em fatores como taxa de crescimento, musculosidade, rendimento de carcaça e qualidade da carne. É necessário trabalhar os dois lados da equação, animal e meio”. 

     A intensa programação do curso, 32 horas, teoria e prática, considerou essas nuances e tem como palestra de abertura a “Pecuária de corte no Brasil: estado da arte e perspectivas de mercado”, com o pesquisador da Embrapa, Guilherme Cunha Malafaia, doutor em Agronegócios. Os aspectos econômicos da aplicação de técnicas reprodutivas e as técnicas de manejo para preparo de touros para comercialização e readaptação a sistemas de reprodução ministrados pelos especialistas Thaís Basso Amaral e Rodrigo da Costa Gomes, respectivamente, também são novidades na grade 2014.

     “O preço da arroba está aquecido hoje, mas também há um segmento em expansão preocupado com a carne de qualidade, novilhos precoces e cortes especiais. São nichos diferenciados e o produtor não pode e nem deve ficar somente dentro da porteira. É visão de mercado, externo e interno, de negócio sustentável”, analisa Antonio Rosa. 

     O curso é indicado para os profissionais da rede de assistência técnica pública e privada, associações de criadores e centrais de inseminação, criadores, técnicos em agropecuária, agrônomos, veterinários, zooctecnistas, administradores e acadêmicos dos últimos anos de ciências agrárias. 

     Programa de Melhoramento

    Pioneira em avaliação genética no Brasil, na década de 90, a Embrapa fomentou a importância da genética para o rebanho bovino nacional. Atualmente, o Programa de Melhoramento, liderado pela Embrapa Gado de Corte, tem 400 rebanhos inscritos, oriundos de 17 estados brasileiros e de raças, como Nelore, Brahma, Guzerá e Tabapuã (zebuínas), Hereford e Caracu (taurinas) e Canchim e Braford (sintéticas). 

     Antonio Rosa ressalta que ao dispor de tantos rebanhos, o Programa constrói “bases de dados interessantes, gerando resultados com parâmetros genéticos de cada raça, tendências a médio e longo prazo, associações das inúmeras características em diversas fases do animal e isso é importantíssimo para o desenvolvimento da pesquisa em genética animal”. O futuro, ratifica Rosa, aponta para a qualidade do produto e, por isso, o Programa inseriu a genética molecular em seu escopo. Ele também destaca a dimensão da proposta que dispõe de um corpo técnico envolvendo Unidades da Embrapa, Programa Geneplus, universidades, entidades e associações de criadores. 

     Serviço:

    26º Curso de Melhoramento de Gado de Corte da Embrapa

    Data: 7 a 10 de outubro de 2014 - Local: Embrapa Gado de Corte, Campo Grande-MS

    Informações: (67) 3327-6383/3042-6383, www.embrapa.br/gado-de-corte e geneplus@geneplus.com.br

    Fonte: Embrapa Gado de Corte

     


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