• Entrevista
  • Conheça a história do médico e pecuarista que cura pastagens

    29/04/2020
    Nada mais apropriado para o jovem médico e pecuarista Walter Pinheiro, de Araguaína, Tocantins, que administra uma propriedade rural no município de Piçarra, no Pará, distante 136 km da cidade onde reside.

    Divulgação.

    Mãos que curam… pastagens. Nada mais apropriado para o jovem médico e pecuarista Walter Pinheiro, de Araguaína, Tocantins, que administra uma propriedade rural no município de Piçarra, no Pará, distante 136 km da cidade onde reside. Na Fazenda Colorado, onde faz recria e engorda de gado de corte, Pinheiro encontrou na produtividade da pecuária a pasto o diferencial que buscava para seu lucro e competitividade.

    O médico tornou-se pecuarista há cerca de uma década, ao assumir a administração da propriedade da família, e entendeu que a intensificação da bovinocultura seria chave para fugir do prejuízo. Já de início, priorizou a melhora da qualidade das pastagens, combatendo invasoras e realizando a divisão dos pastos em piquetes menores. Dos dez módulos de pastejo rotacionado que a fazenda possui, sete são divididos em até oito piquetes.

    Como forma de inspirar outros pecuaristas, o Giro do Boi desta quarta, 25, levou ao ar entrevista com o próprio médico e pecuarista Walter Pinheiro, que enriqueceu a história com detalhes. Para começar seu trabalho frente à Fazenda Colorado, Pinheiro confirmou que procurou a consultoria de um zootecnista. “A gente começou a investir nesta parte. Primeiro com a qualidade de pastagens, na divisão das pastagens, na oferta de água de melhor qualidade para os animais e com isso a gente a cada dia vem colhendo alguns números que, graças a Deus, deixa a gente bem próximo das melhores médias nacionais”, resumiu.

    O desafio para melhoria das pastagens estava na infestação de plantas daninhas, lembrou o produtor. “Quando começou o projeto, a fazenda estava muito degradada, o que mais tinha lá era planta daninha, capim era muito pouco. Quando começou, a ideia era reformar completo, gradear, jogar semente. Ou tinha opção de usar o defensivo agrícola, então a gente passou a esta opção e começou a trabalhar com isso e já estamos usando na fazenda praticamente toda. A gente tem uma intensificação boa, o pessoal da loja Agroquima vai comigo na fazenda com técnico, faz a avaliação do que tem, indica as doses e a gente cumpre rigorosamente a determinação”, destacou.

    Pinheiro ressaltou que o problema maior estava no controle das chamadas plantas daninhas duras, as lenhosas ou semilenhosas, como o cipó sambaibinha e cipó ipê. “Depois desta nova tecnologia que me apresentaram, que eu comecei o projeto no ano passado com este Dominum XT, foi responsável pelo ‘boom‘ do negócio, aumentou o fluxo, a velocidade de trabalho, combatendo com aplicação foliar, matando estas pragas duras e duríssimas para deixar o capim sobressair. Com isso, o gado tem um pastejo mais fácil, mais uniforme”, explicou o pecuarista, referindo-se à tecnologia lançada há pouco mais de um ano pela Corteva Agriscience.

    A suplementação contribui para a terminação, variando conforme a época do ano entre proteinado de baixo e alto consumo e ração energética a 0,5% do peso vivo, mas não há intenção de implementar confinamento por enquanto. Afinal, o pecuarista está satisfeito com o nível de acabamento dos animais, sendo enviados ao abate com dois a quatro dentes incisivos permanentes com média entre 540 a 560 kg de peso vivo e rendimento médio de carcaça de 54%.

    A propriedade, no período das águas, consegue uma lotação média de até 4 UA/ha, ganho médio diário de 650 g por cabeça e produção média de 10 @ por hectare ao ano, números que refletiram na evolução do desfrute: de 30% em 2014 para 62% em 2018. “Tem que ter foco, determinação e coragem. Não tem outra explicação, não é verdade?”, concluiu.

    Veja a entrevista completa e a história do médico e pecuarista Walter Pinheiro.

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