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  • Confinamento caminha a passos lentos no País

    08/01/2014

    confinamentoA engorda de bois com ração em estruturas fechadas, fora do pasto, deve crescer no País em ritmo lento nos próximos anos, após uma redução de 9% da quantidade de cabeças confinadas em 2013.

    No longo prazo, a perspectiva do setor é que a pecuária nacional dobre a quantidade de cabeças criadas em sistemas intensivos, seja de confinamento ou semiconfinamento, nos próximos quatro anos, passando dos atuais 3,3 milhões de animais para cerca de 6 milhões em 2017, segundo a Associação Nacional dos Confinadores (Assocon). Apesar do crescimento, 6 milhões de cabeças representam apenas 2,8% do tamanho atual do rebanho brasileiro, com 211 milhões de animais, de acordo com a última pesquisa de Produção Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e que ainda deve crescer até 2017. Considerando apenas o universo de animais abatidos, essas 6 milhões de cabeças representam somente 16,2% da quantidade de animais que devem ser abatidos até o final deste ano, ao menos 37 milhões de cabeças. O cálculo considera o confinamento dos bois também apenas no período de engorda, ou terminação. Geralmente o animal fica de 18 a 20 meses sendo criado e alimentado em pastagem, e para passar seus últimos 100 a 120 dias de vida na engorda com ração. A quantidade de estruturas que confinam animais o ano inteiro não deve passar de 25 em todo o território nacional, dentro de um total de 1,3 mil estruturas de confinamento, estima Bruno Andrade, gerente da Assocon. Eles reúnem por ano entre 10 e 15 mil animais, mais de um terço da quantidade de cabeças abatidas anualmente. A combinação entre baixa quantidade de espaços para confinamento de grandes proporções e um País com o segundo maior rebanho do mundo indica alta concentração na atividade confinadora, segundo Andrade. "Metade desse volume de gado confinado está na mão de 10% desses 1.340 confinamentos. Quando esses 10% reduzem o volume confinado, o total reduz bastante. Tem um grupo que concentra grande volume de animais, e quando, por razões de mercado, não consegue comprar a quantidade de animais necessária, não tem estoque necessário [de bois próprios para confinar>", observa. Neste ano, a arroba do boi magro e dos bezerros sofreu forte valorização no segundo semestre, período em que 80% do gado são comprados pelos confinadores. Por isso, a alta nos preços deprimiu a demanda do setor. Para que o mercado de engorda do foi não fique tão dependente de oscilações de preço, uma saída seria os próprios produtores investirem mais na estrutura de confinamento, além de outras técnicas para aumentar a produtividade de carnes por hectare. "É interessante dividir um pouco. Em determinados anos, por oscilação de mercado, pode até ter queda [no confinamento total>, mas os pequenos e médios confinadores aumentam", defendeu. Como pequenos e médios confinadores entende-se produtores com capacidade para confinar até 5 mil animais por ano. A concentração da atividade é reflexo do movimento que já ocorre em outros pontos da cadeia pecuária e da necessidade de altos investimentos, que podem variar de R$ 200 a R$ 600 por cabeça, dependendo da necessidade de adaptações. Pode ocorrer de construir planta separado da propriedade, ai investe em barracão, em curral de alojamento, de manejo, refeitório, guarita etc. Há casos também de montar na própria propriedade, aproveitou barracão que tinha, maquinário de menor porte. Segundo o gerente da Assocon, o produtor que pretende investir na construção de uma estrutura de confinamento precisa "observar as leis ambientais, a região onde vai construir, se tem rede para vender para frigorífico, sem tem frigorifico ao redor da propriedade, de onde vão vir os animais e oferta da água", diz.

    Fonte: DCI - Diário do Comércio & Indústria/ Camila Souza Ramos

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