• Conjuntura
  • Cenário Econômico para o Comércio Exterior em 2020

    14/01/2020
    O ano de 2019 não poderia ter uma notícia mais impactante para o Comércio Exterior: a “trégua” na discussão comercial acirrada entre EUA e CHINA.

    Estados Unidos e China.

    Em 13/12/19, o Vice-Ministro de Comércio Chinês, Wang Shouwen e o Presidente Norte-Americano, Donald Trump oficialmente posicionaram-se encerrando a temida expectativa que pairava sobre a aplicação das novas tarifas de 10% sobre importações americanas do país asiático, especialmente de produtos eletrônicos como smartphones, laptops, vídeo games, dentre outros.

    O maior problema na verdade seriam os impactos dessas taxações, pelas retaliações que a China já havia sinalizado que imporia, gerando muito provavelmente, um cenário praticamente sem um futuro definido em termos de certeza nas operações de Comércio Exterior, haja vista a insegurança a ser gerada a partir de inconstâncias nas “farpas” trocadas entre esses dois gigantes do Comércio Internacional.

    O ano termina, para o Comércio Exterior, com esta notícia relativamente aprazível para os dois parceiros comerciais. Mas por outro lado, provoca revisão de Planejamento Estratégico em vários exportadores brasileiros, argentinos e de outros países, que de certa forma se beneficiariam com a manutenção das sobretaxas entre os americanos e chineses, podendo enviar seus produtos a ambos sem as cobranças excedentes pelos fiscos dos dois países, justamente por possibilidade de abertura comercial a novos fornecedores, fato inclusive que demandou investimentos de exportadores brasileiros na criação de projetos que agora precisam ser revistos, oxalá que uma ou várias alternativas sejam encontradas e minimizem tais impactos para 2020 e futuro.

    No mercado doméstico convivemos desde o dia 11/12/19, com a menor taxa Selic desde a série histórica iniciada em 1999, o que de certa forma afugenta investidores externos em nosso território especialmente em ativos financeiros, mas promove certo equilíbrio nos investimentos estrangeiros em ativos operacionais, como fusões e aquisições por aqui.

    Prospectamos um 2020 bem mais seguro em termos de economia, a partir de consolidações de projetos de desenvolvimento econômico no plano de governo federal, porém como diz Daniel Wainstein, presidente da Greenhill no Brasil (uma das maiores butiques globais de M&As), “...A desvalorização do real afugentou investidores financeiros, mas esse cenário deve mudar. O Brasil está barato e a economia vai voltar a crescer. As pessoas podem até não gostar da agenda moral do presidente Bolsonaro, mas a equipe econômica agrada ao mercado financeiro e investidores”.

    Sigamos! Que venha um ano de realizações tanto para quem importa quanto para quem exporta, fabrica, vende, investe, educa, enfim, que todos os setores da economia possam voar em ares mais serenos.

    Autor: João Marcos Andrade é professor do curso superior de Global Trading do Centro Universitário Internacional Uninter. 



  • CAP disponibiliza curso gratuito de proteção de ruminantes e equinos em transporte de longa duração

  • CAP disponibiliza curso gratuito de proteção de ruminantes e equinos em transporte de longa duração

    + leia mais
  • Starrett troca plástico por papelão nas embalagens de Serra Manual e eliminará o consumo de 7,9 toneladas do material ao ano

  • Substituição reduzirá ainda em 25% as emissões de CO2; Objetivo da empresa é que todas as suas embalagens sejam sustentáveis

    + leia mais
  • IICA e Fundo Verde do Clima fecham parceria de US$ 100 milhões para projetos de redução das emissões de metano nas Américas

  • Para secretário de Inovação do Mapa, Fernando Camargo, iniciativa pode ajudar países a cumprirem meta de diminuir as emissões de metano na pecuária

    + leia mais
  • Lei de pagamento por serviços ambientais é incentivo para cuidar do pasto

  • Pesquisadores da Embrapa destacaram a ligação entre das boas práticas de manejo do pasto e a nova lei de pagamento por serviços ambientais

    + leia mais


  • Criação de sites