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  • Calagem, gessagem e micronutrientes em pastagens - como usar e não errar

    18/09/2013

    calagemA necessidade de produzir mais em menos área é uma realidade para a pecuária brasileira. O mercado e a legislação ambiental conduzem para essa estratégia.

    Em função desse cenário é que nos dias 25 e 26 de setembro acontecerá em Ribeirão Preto-SP o Encontro de Adubação de Pastagens da Scot Consultoria - Tec-Fértil. Para maiores informações acesse www.encontrodepastagem.com.br. Reges Heinrichs é engenheiro agrônomo, doutor, trabalha com fertilidade do solo e atualmente é professor da UNESP, campus de Dracena-SP. Sua palestra será sobre "Calagem, gessagem e micronutrientes em pastagens - como usar e não errar". Para saber um pouco sobre a palestra, leia a entrevista que ele concedeu à organização do Encontro de Adubação de Pastagens. Quais micronutrientes são mais exigidos pelas pastagens brasileiras? Reges Heinrichs: As pastagens têm apresentado respostas variadas à adubação com micronutrientes em função da espécie forrageira e sistemas de manejo. O boro, o cobre e o zinco são micronutrientes que apresentam efeito positivo no perfilhamento, área foliar e massa seca. O uso do molibdênio tem proporcionado respostas positivas em situações cuja pastagem apresente altas doses de nitrogênio. Entretanto, é importante relatar que, frequentemente, as respostas à adubação com micronutrientes não são encontradas devido à baixa produtividade das nossas pastagens. A partir do momento em que ocorrer o aumento da produtividade e aplicação de fertilizantes e calagem, a demanda por micronutrientes também deve aumentar. Que intervalo de período o senhor recomenda para o pecuarista efetuar a calagem de seus pastos? Reges Heinrichs: Considerando os melhores resultados em produção de forragem em respostas às adubações nitrogenadas, é possível produções de massa forrageira da ordem de 200 kg/ha.dia de matéria seca. Para um aproveitamento desse material da ordem de 60-70%, são possíveis lotações pontuais de 12-14 UA/ha. Entretanto, a lotação animal em uma fazenda deve ser analisada como média do ano, lotações em fazendas de produção de carne de grande porte, da ordem de 2 a 3 UA/ha são consideradas audaciosas. Não pelo nível tecnológico exigido por esses sistemas, mas sim pelo desafio administrativo de altas lotações. Conviver com altas lotações, necessidade de adubação nitrogenada e as variáveis climáticas, é o grande desafio. Em sistemas com adubação constante (intensivos), quando o pecuarista deve suplementar; nas águas, nas secas ou nas duas épocas? Por quê? Reges Heinrichs: Inicialmente é necessária a conscientização do produtor que a calagem é a base necessária para aumentar a eficiência da adubação. A frequência da calagem aumenta em condições de solo arenoso, sugerindo-se aplicações com menor dose e maior frequência. Em sistemas com elevadas doses de adubação, a calagem também deve ser mais frequente, seguindo a recomendação de acordo com a análise do solo. O que o senhor diz da eficiência da calagem de superfície? Reges Heinrichs: A calagem de superfície é uma realidade. Inicialmente, houve muito questionamento sobre sua eficiência, mas já foi comprovado que o calcário apresenta um deslocamento em profundidade. Para isso, vários fatores contribuem, como fendas no solo provocadas pela decomposição de raízes ou pela atividade de organismos do solo, principalmente, minhocas. Com a infiltração da água no solo, ocorre o arraste do calcário em profundidade. Quimicamente, o Ca e o Mg presentes no calcário podem formar sais solúveis com o NO3- e SO4- susceptíveis a lixiviação, proporcionando o crescimento radicular em profundidade. Em gramíneas menos exigentes quanto à fertilidade, qual é a saturação por bases recomendada? Para chegar ao valor ideal, qual a recomendação ideal de calagem? E para gramíneas exigentes quanto à fertilidade, qual seria a recomendação? Reges Heinrichs: No estado de São Paulo e em regiões de cerrado, a saturação por base (V) é usada para determinar a necessidade de calagem. Para gramíneas menos exigentes, a recomendação oficial em SP é de V=40%. Por sua vez, para espécies mais exigentes, a recomendação para implantação é de 70%, passando para 60% na manutenção. Em regiões de cerrado, a recomendação de saturação por base para as espécies menos exigentes é de 30% a 35% e de 60% para as mais exigentes.

    Fonte: Scot Consultoria

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