• Manejo
  • Cada tipo de confinamento exige um tipo de estrutura de curral

    24/07/2015
    Para o confinamento do gado é preciso estruturas adequadas de currais, cada fase requer uma construção devida.

    Numa das fases de exploração, há a de criação de bezerros, de 0 a 1 ano de idade, que pode ser conduzida por um sistema de pasto com aleitamento natural feito até a desmama, que ocorre do terceiro ao oitavo mês de vida, e completada a pasto durante o resto do ano. Para este sistema, é preciso piquetes-maternidade, que contenham abrigos para proteção dos animais contra condições ambientais desfavoráveis.

    Antigamente, no sistema tradicional, nesta fase de aleitamento as vacas permaneciam com os bezerros durante 24 horas por dia, mas atualmente, os bezerros ficam com as vacas somente em um determinado período do dia.

    O sistema de semi-confinamento também pode ser usado nesta fase na época de seca, com instalações apropriadas dentro do curral (abrigos contendo comedouros, bebedouros, cocho para sal mineral) no qual o animal recebe o pasto reservado e alimentação suplementar. Os primeiros dois meses de vida dos bezerros são críticos e por isso, eles precisam de abrigos de proteção adequados locados em bons piquetes.

    O “creep-feeding” é uma opção trazida das fazendas americanas que vem sendo usada no Brasil para tratar dos bezerros nos comedouros dos pastos, com volumosos e concentrados. Essa estrutura consiste numa área cercada (eucalipto ou ipê) contendo portões de entrada com dimensões apropriadas somente ao acesso dos bezerros a comedouro coberto.

    De acordo com pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa, do Departamento de Engenharia Agrícola, dependendo do tipo de confinamento é que se determina a melhor estrutura de curral. Quando o confinamento é a céu aberto, exige curraletes feitos para confinar na ordem de 50 a 100 animais, tendo disponível área de 8 a 20 m2 por cabeça (no Brasil, é mais comum de 9 a 12 m2 por animal).

    Cada curralete contém comedouros para volumosos (0,5 a 0,7 metros lineares por cabeça), cochos para sal (0,03 metros lineares por cabeça) e para melaço/uréia e ainda, bebedouro com disponibilidade de 20 a 40 litros por animal por dia. Todos os comedouros devem estar ao longo das cercas, devem ser cobertos, observando-se sempre a orientação leste-oeste no sentido das cumeeiras dos telhados e aproximadamente 1,8 a 2,0 m à frente dos mesmos deve ser pavimentado (concreto ou pedras graníticas), sendo o resto de piso natural (terra). As divisórias dos curraletes de confinamento devem ter altura variando de 1,80 m até 2,0 m e podem ser confeccionadas de madeira (tábuas afixadas em esteios distanciados de 1,5 a 2,0 m), de cordoalha de aço 1/4" (6,4 mm) com esteios a cada 2,0 a 2,5 m ou de arame liso ovalado com esteios de madeira a cada 6,0 m balancins a cada 2 m. O projeto deve prever aumento do número de curraletes e o curral de confinamento deve permitir acesso para o curral de manobras.

    Já no sistema de galpão fechado ou galpão de encerra, exige uma área disponível de 3 a 5 m2 por animal (1,8 m2 /cabeça para vitelos), contendo comedouro (0,7 a 1,0 m/cabeça) para volumosos, sal mineral, melaço-ureia a ainda bebedouro. Deve ter beiral do telhado com largura aproximada de 1,0 m, pé-direito de 4 m, sendo recomendado para confinar de 50 a 60 animais. Deve ter ainda uma porteira de entrada (3,0x3,5 m) para retirada do esterco produzido (= 25 kg/cab. dia). É bem eficiente no que diz respeito ao controle de doenças a do ambiente (temperatura, umidade relativa, ventilação, manejo de dejetos, etc.), porém, é considerado sofisticado a caro, além de exigir mais equipamentos. É mais recomendado para países de clima temperado, pois em países de clima tropical, como o Brasil, o controle do ambiente toma-se limitante, apesar de serem comuns instalações desse tipo no Paraná a em São Paulo.

    Os currais de manobra são utilizados para vacinar e marcar os animais que vão iniciar a fase de confinamento, para pesar e embarcar na saída do confinamento. Podem ser dos tipos simples, para manobra de até 500 cabeças por vez, melhorados para até 1000 cabeças por vez a australiano, para mais de 1000 cabeças por vez. Recomenda-se 2 m2 de área disponível para cada animal, que por mais simples que seja, o curral seja dividido em curraletes para igual número de animais a por fim, que esteja localizado no centro do grupo de animais. Normalmente, os currais de manobra contêm seringa, tronco coletivo, sala de apartação, tronco individual, porteiras de apartação, balança, embarcadouro a em alguns casos, brete pulverizador ou mesmo pulverizador costal.

    Fonte: RuralCentro / Agroeditorial / Gabriela Borsari

     



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