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  • Brasil assina compromisso de zerar desmatamento até 2030 em meio a piora de índices nacionais

    03/11/2021
    Em 2020, foram derrubados 13,8 mil quilômetros quadrados de florestas no país, crescimento de 14% ante o ano anterior

    A adesão do Brasil à Declaração de Glasgow sobre o uso de florestas e terras, que prevê suspender e reverter o desmatamento até 2030, foi comemorado nesta terça-feira (02/11) por empresas, organizações da sociedade civil e ambientalistas após o país revisar a sua meta de redução das emissões de gases do efeito estufa de 43% para 50% em relação ao registrado em 2005. Em nota, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura classificou a assinatura do documento como “um dos principais legados positivos desta Conferência do Clima da ONU”.

    “Ao aderir à Declaração, o Brasil demonstra uma necessária postura colaborativa à comunidade internacional, em um momento em que o país se encontra sob escrutínio pela incapacidade de reduzir sua taxa de desmatamento e por não demonstrar uma revisão suficientemente ambiciosa de sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), ou seja, de seu compromisso para a redução das emissões de gases de efeito estufa.”, explica a organização, que reúne mais de 300 empresas, em nota.

    Segundo dados do Relatório Anual do Desmatamento, elaborado pelo projeto MapBiomas, 13,8 mil quilômetros quadrados foram desmatados no país em 2020, crescimento de 14% em comparação a 2019. O relatório ainda mostra que 99% do desmatamento ocorreu de forma ilegal, sendo a Amazônia (60%) e o Cerrado (31%) as regiões com maior percentual de áreas desmatadas.

    Previsão do Ministério do Meio Ambiente é de que sejam perdidos 8.762 km² de Floresta Amazônica em 2022

    A ONG Observatório do Clima também divulgou nota destacando que, embora o Brasil tenha assinado o compromisso de zerar o desmatamento até 2030, oficializou uma meta de reduzir a taxa de desmatamento na Amazônia de 10.308 km² este ano para 8.762 km² em 2022, número 16% superior ao registrado em 2018, início do mandato do atual governo. “Dizer que o seu objetivo é entregar o governo com o desmatamento 16% maior do que quando você assumiu não é um plano, é uma confissão de culpa”, afirma, em nota, o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini.

    A Declaração sobre Florestas de Glasgow deverá vir acompanhada de um fundo de US$ 19 bilhões a serem investidos na proteção e restauração de florestas. Em 2014, em Nova York, uma declaração semelhante recebeu apoio de dezenas de países com a meta de eliminar o desmatamento até 2020. O Brasil, contudo, jamais subscreveu o texto formulado há sete anos. O documento de Glasgow, por sua vez, prorroga esse prazo para 2030 e conta, agora, com a adesão de todos os grandes países tropicais, somando o equivalente a 85% das florestas do planeta.

    Por: Redação Globo Rural



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