• Nutrição
  • Brachiaria ruzizienses: de invasora a aliada

    15/07/2015
    A Brachiaria ruzizienses que era cultivada somente como alternativa de inverno para o pastoreio do gado, agora tem outras utilidades, como garantir a formação de palha em abundância para o sistema de plantio direto, ajudando o desenvolvimento da soja no verão.

    Há cerca de dez anos, o uso dessa forrageira, que já foi considerada invasora, vem aumentando, mas precisa de um manejo estratégico. Essa técnica contribui para a agregação de matéria orgânica e aumento da sustentabilidade do sistema produtivo.

    A braquiária se adapta bem tanto na integração agricultura/pecuária como no consórcio com o milho safrinha. Essa utilização está amparada por pesquisa, o que deu maior confiança aos produtores. O estudo foi feito por Gessí Ceccon, fitotecnista e Doutor em Agricultura, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste de Dourados (MS).

    O pesquisador afirma que a ideia inicial era somente produzir palha para proteger o solo, devido à grande janela entre a colheita do milho e o plantio da soja. Essa espécie se destacou entre todas testadas, porque era preciso encontrar opções que permanecessem mais tempo cobrindo o solo, o que não é fácil devido as altas temperaturas e constantes veranicos.

    Com a utilização dessa forrageira é possível produzir mais soja após a retirada da brachiária, e milho sem perdas estatisticamente significativas, provando que o uso é viável.

    Essa técnica ganhou vários adeptos ao longo desses dez anos. Em 2013, cerca 29% da área de plantio do Mato Grosso do Sul foi coberta com o consórcio, passando para 40% em 2014 e se repetiu em 2015. Só não aumentou por não haver semente suficiente no mercado, pois outros estados, como Mato Grosso, Goiás, Maranhão, Piauí e Tocantins também aderiram ao sistema.

    Regiões com muitos veranicos têm altos e baixos na produção e dificulta manter uma média, o uso dessa forrageira traz maior segurança, pois resolve o problema de falta de cobertura do solo.

    A braquiária também ajuda na diminuição dos custos, pois auxilia na supressão de plantas daninhas, sendo o controle da bufa, um exemplo disso.

    Na pecuária, a forrageira também pode ser uma das principais fontes de alimentação do rebanho no período mais complicado do ano, quando geralmente as pastagens perenes estão com falta de massa e degradadas. Os resultados são ótimos, alguns produtores estão terminando o gado com a braquiária e tendo em média um ganho de duas arrobas por animal num espaço de 90 dias.

    O uso dessa técnica vem passando por ajustes, pois cada região tem suas características e necessidades, sem contar que a cada ano há uma variação de chuvas, o que altera os resultados do plantio. O sucesso dessa forrageira é mais perceptível em safras com pouca chuva.

    Fonte: Rural Cento / AgroEditorial / Gabriela Borsari. Foto: Embrapa Milho e Sorgo

     


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