• Conjuntura
  • Boi gordo estaciona em alto patamar e não arreda pé

    16/07/2020
    Indústria trabalha com escalas de abate apertadas diante da enorme escassez de oferta de boiada.
    Divulgação.
     
    No último dia 15 de julho, os preços do boi gordo ficaram estáveis na maior parte das praças pecuárias do País, estacionados em patamares altos.
     
    Alguns praças registraram valorizações na arroba, como é o caso das regiões do Mato Grosso e Rio Grande do Sul, de acordo com levantamento da consultoria IHS Markit.
     
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    Nos dois Estados, diante da dificuldade em encontrar animais terminados em volumes mais significativos, os frigoríficos tiveram que pagar preços mais altos para conseguir preencher as escalas de abate, que encontram-se bastante apertadas, diz a consultoria.
     
    Na região Sul do país, sobretudo no mercado gaúcho, o segmento de bovinocultura de corte vive um momento turbulento, relata IHS Markit. “A baixa disponibilidade de animais, consequência da forte seca que atingiu regiões do Rio Grande do Sul no início do ano, tem promovido seguidas altas nos preços, tanto no mercado físico do boi gordo como no de reposição”, observa a consultoria.
     
    Além disso, o número ascendente de casos de Covid-19 em algumas cidades gaúchas tem impactado o consumo de carne bovina e a confiança dos agentes compradores de boiadas. Diante deste cenário, o fluxo de negócios registra morosidade no mercado gaúcho e o valor pago pela arroba do gado é definido praticamente a cada lote negociado.
     
    No Mato Grosso, a ação de plantas frigoríficas exportadoras, principalmente, sustenta as cotações em ambiente firme de preço. “Com dificuldade de compra de gado, as indústrias do MT elevam os preços oferecidos para conseguir cumprir seus compromissos de abate”, informa a IHS Markit.
     
    Em todo o País, as expectativas de curto prazo apontam para cotações do boi gordo firmes, prevê a consultoria.
     
    No atacado, os principais cortes bovinos seguem com preços estáveis.  O escoamento da carne se mostrou lento, reflexo da chegada da segunda quinzena do mês, período de menor poder aquisitivo da população. “A oferta de carne parece ter se ajustado ao consumo ainda enfraquecido do mercado doméstico, deixando os preços acomodados”, relata a IHS, acrescentando que as altas nos preços de proteínas concorrentes, principalmente suína, também têm dado suporte para os patamares firmes da carne bovina.
     
    Confira as cotações máximas do boi gordo nesta quarta-feira, 15 de julho, de acordo com a FNP:
     
    SP-Noroeste: R$ 223/@ a (prazo)
     
    MS-Dourados: R$ 204/@ (à vista)
     
    MS-C. Grande: R$ 208/@ (prazo)
     
    MS-Três Lagoas: R$ 206/@ (prazo)
     
    MT-Cáceres: R$ 192/@ (prazo)
     
    MT-Tangará: R$ 192/@ (prazo)
     
    MT-B. Garças: R$ 193/@ (prazo)
     
    MT-Cuiabá: R$ 192/@ (à vista)
     
    MT-Colíder: R$ 186/@ (à vista)
     
    GO-Goiânia: R$ 210/@ (prazo)
     
    GO-Sul: R$ 211/@ (prazo)
     
    PR-Maringá: R$ 217/@ (à vista)
     
    MG-Triângulo: R$ 217/@ (prazo)
     
    MG-B.H.: R$ 215/@ (prazo)
     
    BA-F. Santana: R$ 220/@ (à vista)
     
    RS-P.Alegre: R$ 220/@ (à vista)
     
    RS-Fronteira: R$ 220/@ (à vista)
     
    PA-Marabá: R$ 206/@ (prazo)
     
    PA-Redenção: R$ 204/@ (prazo)
     
    PA-Paragominas: R$ 206/@ (prazo)
     
    TO-Araguaína: R$ 208/@ (prazo)
     
    TO-Gurupi: R$ 206/@ (à vista)
     
    RO-Cacoal: R$ 189/@ (à vista)
     
    RJ-Campos: R$ 205/@ (prazo)
     
    MA-Açailândia: R$ 205/@ (à vista)


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