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  • Agricultura regenerativa é aposta da pecuária de leite para produzir mais sustentável

    14/04/2021
    Projeto em Guaranésia (MG), em parceria com a Danone, busca aliar integração pecuária-floresta e uso exclusivo de biológicos

    Em meados de 2019, o produtor de gado leiteiro Caio Rivetti separou três hectares da Fazenda Gordura, em Guaranésia (MG), para implementar um projeto piloto ambicioso: integração pecuária-floresta (IPF) com uso exclusivo de biológicos na área.

    Natural de São Paulo e neto de italianos que trabalhavam no campo, ele largou uma carreira de investimentos em commodities para se dedicar à pecuária de leite. Mas sabia que, para se diferenciar do mercado, seria necessário priorizar o meio ambiente.

    Desde então, mais do que produzir leite, ele entendeu que é preciso produzir floresta. Para ambas as finalidades, o solo é peça chave.

    A iniciativa, que ainda está em processo de formação em parceria com a Danone, conta com o bê-a-bá da agropecuária, que é estudar o solo e entender a vocação para plantio dentro daqueles três hectares.

    Para o sistema IPF, o modelo não considera eucalipto, mas prioriza plantas nativas e algumas exóticas. Entre as fileiras de árvores plantadas no sentido leste e oeste, e com intervalos de pastagens, é possível ver um leque de frutas como araçá e uvaia, que ora contribuem para a biodiversidade do solo, ora servem de alimento às vacas.

    Uma coisa é certa: a área não vê defensivos químicos há anos e Rivetti acredita que parte da aptidão do solo para tantas espécies é resultado desta não interferência na microbiota. “Esse projeto é à beira de uma APP [Área de Preservação Permanente>, antiga área de várzea para arroz na década de 1980 e, depois, se transformou em área de pasto. Então, não tem histórico de químicos e queremos seguir assim”, afirma.

    Esta busca em tratar bem o solo e dar vida à produção de frutas, pasto e qualidade de vida ao gado é um exemplo de agricultura regenerativa. O conceito mescla a economia circular, por ter mais de uma fonte de renda, com a possibilidade de produzir e recuperar solos simultaneamente.

    “Com o defensivo biológico, você não tem tanto risco de contaminação do solo e do funcionário, sendo uma diferença muito perceptível, além da riqueza na biodiversidade”, defende o produtor.



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