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(postado em 08/05/2008)
O laboratório de análise de sementes da Matsuda Sementes e Nutrição Animal recebeu credenciamento conferido pela ISTA – International Seed Testing Association, a mais importante instituição do mundo de normatização para testes para sementes, com sede em Zurique, na Suíça. Essa certificação assegura a qualidade e confiabilidade na exportação de lotes de sementes de forrageiras pela empresa. O laboratório de sementes da Matsuda é o primeiro laboratório do Brasil e o primeiro privado do mundo a receber essa certificação.

A ISTA é uma instituição que tem por objetivo normatizar as diversas análises que são realizadas em sementes de várias espécies em todo mundo. Em 1869, o pesquisador alemão Friedrich Nobbe criou a primeira metodologia científica para analisar a qualidade de uma semente. A partir desse fato, diversas técnicas foram desenvolvidas em todo mundo, para analisar a qualidade das sementes de diversas espécies. Com isso houve a necessidade de se criar uma entidade internacional que coordenasse e validasse os estudos que são realizados por diversos especialistas em vários países. A função da ISTA, desde então, é dar credibilidade às diversas metodologias de análises, que avaliam a qualidade das sementes.
Há mais de três anos a Matsuda iniciou o processo de adequação das instalações de seu laboratório, realização de treinamento técnico de atualização de seus analistas, compra de equipamentos necessários e, principalmente, a implantação de seu Sistema de Controle de Qualidade. Outra exigência da ISTA é que o laboratório que pretende ser credenciado deve se associar à entidade.
Para se obter o credenciamento, conforme explica o engenheiro agrônomo Pedro Hen-rique Lopes Lorençoni, chefe do Controle de Qualidade do Laboratório de Análise de Sementes Matsuda, “o primeiro passo é implantar um bom Programa de Qualidade e, em seguida, iniciar um treinamento dos analistas nas metodologias de análises consolidadas pela ISTA. Outro procedimento necessário é a participação do programa de proficiência da ISTA, que serve para avaliar a qualidade das análises que realizamos em nosso laboratório. Recebemos diversas amostras de sementes, analisamos e enviamos os resultados para Zurique, onde serão avalia-dos e emitida uma nota para cada análise. Para se sair bem nesse teste de proficiência, é fun-damental conhecer bem toda a metodologia de análise da espécie, incluindo as tabelas de tole-rância, as sementes contaminantes, a umidade, sempre tomando o cuidado de não confundir os procedimentos de análise da ISTA e a brasileira, normatizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”.
Ainda segundo Pedro Henrique, “a etapa mais difícil é a auditoria do laboratório, realizada por auditores credenciados pela ISTA, que conhecem todos os procedimentos dentro de um laboratório de análise de sementes e também de amostragem. Na auditoria todos os docu-mentos são verificados, principalmente o conhecimento dos Manuais de Controle de Qualidade do laboratório, verifica-se também a calibração e regulagem dos equipamentos, os registros das análises realizadas, registros das auditorias internas realizadas, entre outros. Dificilmente um laboratório é aprovado na primeira auditoria. As não-conformidades observadas devem ser corrigidas e comunicadas à ISTA. A comprovação dessas correções pode ser documental ou mesmo por intermédio de nova auditoria”.
O engenheiro agrônomo da Matsuda considera todo processo para o credenciamento de um laboratório na ISTA “muito rigoroso, pois a ISTA é uma entidade com credibilidade em vários países e não pode correr o risco de ter em seu quadro um laboratório não preparado”. Por isso, depois de credenciado, o laboratório é obrigado a seguir participando do teste de proficiência mas, agora, as notas de avaliação podem descredenciar o laboratório em caso de erros graves e persistentes. Dessa maneira, quando um laboratório, em qualquer parte do mundo, emite um Certificado Laranja da ISTA, onde digita os resultados das análises realizadas em um lote de sementes, essas informações têm credibilidade em qualquer país do mundo.

Alberto Takashi Tsuhako, engenheiro agrônomo responsável pela parte técnica do setor de exportação da Matsuda, que atende mais de trinta países com suas sementes de pastagens, comenta ser importante para a empresa “que suas sementes sejam analisadas por um laboratório credenciado pela ISTA, pois isso dá credibilidade na qualidade de nossos produtos. O mercado mundial tem sido cada vez mais rigoroso, exigindo, além da qualidade, que os pro-dutos tenham todo seu processo produtivo rastreado e controlado. Por essa razão, as empresas que não se adequarem a esse perfil produtivo e não tiverem maior rigor com a gestão da qualidade, praticamente deixarão de atender este mercado mais exigente, mais seleto e com tendência muito grande de crescimento, pois o mundo quer cada vez mais produtos saudáveis, saber como foram produzidos e, além de tudo, que tenham responsabilidade ambiental”.
Fonte: Activa Press Comunicação Integrada
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