Boi a Pasto - Soluções integradas para a cadeia produtiva do leite e da carne

Boi a Pasto

Soluções integradas para a cadeia produtiva do leite e da carne

Rastreabilidade

Do pasto ao prato

(postado em 20/10/2009)

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Dono do maior rebanho comercial do mundo, o Brasil procura se adequar às exigências do mercado. Entre elas está a rastreabilidade.

Criar sistemas capazes de identificar a trajetória da carne desde o nascimento do animal até a chegada do bife ao prato. Este é o objetivo  que levou uma pequena empresa brasileira a desenvolver sistemas de rastreabilidade.

Segundo os empresários, as pesquisas partiram da constatação da existência de softwares específicos para a criação do gado no pasto e para a identificação de origem nos frigoríficos. Os dois sistemas, no entanto, não eram integrados.

Isso foi comprovado com um teste genético. “Pegamos 20 picanhas identificadas como sendo de um novilho macho, de 11 meses e, depois de teste genético, constatamos que oito delas eram carne de fêmeas”, explica Arnaldo Ferreira Sima, diretor da Sima Comércio e Serviços.

A empresa então projetou o Rastro, uma plataforma de integração de vários softwares disponíveis no mercado, inclusive o do Sibov, que permite ao consumidor final rastrear a origem da carne. Assim, quando o consumidor digitar o código de barras da embalagem de uma determinada peça de carne, poderá recuperar todas as informações sobre o novilho: fazenda de origem, dados sobre vacinação, sexo, idade do abate, entre outras.

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O sistema permitirá ao consumidor rastrear a origem do bife que acabou de comprar, tendo acesso a informações de sanidade e bem estar animal oferecidos  ao rebanho pelo produtor

O projeto está quase pronto. Por razões de marca, o nome Rastro foi alterado para Pathfinder. Quando finalmente for disponibilizado ao mercado, o consumidor, inclusive de outro país, poderá rastrear, por meio da internet, e em seu próprio idioma, a história do animal que lhe deu origem: a região onde cresceu, se a fazenda neutralizava emissões de carbono proveniente do gado, idade do abate e vacinação. “Se ainda assim ele tiver dúvidas quanto à certificação do produto, poderá ter acesso à prova genética, já que esses dados estarão armazenados no sistema. Será uma espécie de teste de maternidade”, afirmou Sima.

O Sistema Rastro – Pathfinder é  aberto, baseado na web e que opera de maneira integrada com os sistemas de gestão dos diversos elos da cadeia produtiva. Tem uma arquitetura composta por sete módulos funcionais – em diversos idiomas – que poderão ser acessadas pelos usuários do setor agrícola, de gestão e produção de insumos, pecuário, frigorífico, logística, varejo e genética.

Essas informações serão ainda mais estratégicas em caso, por exemplo, de contaminação. “A vigilância sanitária poderá percorrer o caminho de volta da cadeia produtiva daquela carne e fazer o controle de segurança mais preciso”, disse Sima. Ele observa, por exemplo, que sem ferramentas adequadas de rastreabilidade, o Brasil não conseguirá cumprir a Cota Hilton, uma parcela de exportação de carne bovina de alta qualidade e valor que a União Européia outorga anualmente a países produtores e exportadores de carnes. No caso brasileiro, são 11 mil toneladas de cortes nobres, cotadas a US$ 15 mil a tonelada, ante os US$ 7.740 da tonelada de carne comum, e que podem gerar receita superior a US$ 300 milhões.

Redação Boi a Pasto


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